GRUPO 1 - B

GRUPO 1 - TURMA B

MEMBROS: 

ADRIANA RIBEIRO
ALEXANDRE SIQUEIRA
ANNA SOARES
DANIEL PORCARO
EDUARDA OLIVEIRA
GABRIELA CORREA
GABRIELA BATISTA
GIOVANI TEODORO
GUILHERME SANTOS
GUSTAVO REIS
GUSTAVO CAIRES
HENRY FERREIRA
IARA ABRANTES
ISABELLA BETTONI
JOAO HENRIQUE BONILLO
JOSE BERNARDO DOMINGHETTI


QUESTÕES:

Quais são os fundamentos ou princípios da religião islâmica?
Quais são os fundamentos ou princípios da religião cristã?
Quais são as diferenças entre os fundamentos da religião islâmica e os da religião cristã?

O DOCUMENTO FINAL COM ATÉ 3 PÁGINAS DEVE SER ENVIADO POR EMAIL (mmramos@ufmg.br) ATÉ O DIA 20/05 ÀS 19:00.

Usem o espaço de comentários abaixo para trabalhar em conjunto e desenvolver o texto.

66 comentários:

  1. Pessoal, assim como discutimos na sala hoje, ficou decidido que a divisão das questões ocorreria para que cada subgrupo pesquisasse sobre determinado assunto. Dado isto, Adriana, Gabriela Amorim, José Bernardo, Maria Eduarda e Guilherme Morais devem se aprofundar na questão 1; Alexandre, Gabriela Otoni, Daniel, Anna, João Henrique e Gustavo Reis devem pesquisar sobre a questão 2 e, por conseguinte, Isabela Bettoni, Henry, Iara, Gustavo Caires e eu ficamos responsáveis pela questão 3 . Após essa fase preliminar, devemos nos reunir para que o documento final seja feito.

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    1. Retificação: mudança nos subgrupos responsáveis por cada questão.
      - Questão 1: Adriana, José Bernardo, Gabriela Amorim, Eduarda, Guilherme e Anna Soares.
      - Questão 2: eu, Henry, Gustavo Caires, Isabella Bettoni e Iara.
      - Questão 3: Alexandre, Gustavo Reis, Gabriela Otoni, Daniel e João Bonillo.

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  4. Para melhor organização, as pessoas responsáveis pela questão 1 devem divulgar as suas ideias e seus apontamentos como "resposta" deste comentário.

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    1. Escrevi um pequeno rascunho para a questão 1. Creio que o primeiro [...] pode ser substituído por uma breve introdução, apresentando o conflito entre as culturas Ocidental e islâmica na atualidade. Sugiro também que o texto aborde o tema do direito islâmico, incluindo explicações sobre os conteúdos do Alcorão e da Suna, sobre a jurisprudência muçulmana (Fiqh), e sobre os princípios morais previstos pela religião islâmica.

      Citei no rascunho um trecho de um livro de Wael Hallaq; apesar de eu somente tê-lo encontrado em inglês (neste link aqui: http://migre.me/jd5Wd), creio que esse livro é uma ótima sugestão para a turma. Outras sugestões podem (e devem) ser trazidas, também.

      Leiam e me digam o que acham. Sugestões e complementações são extremamente bem-vindas. Talvez tenha ficado muito longo; podemos resumi-lo se necessário.



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      [...] Compreender as diferenças entre a cultura islâmica e a cristã torna-se uma tarefa extremamente necessária, especialmente em um contexto como o atual, no qual as duas culturas são frequentemente enxergadas como antagônicas. Conforme escreve Wael B. Hallaq em sua obra An Introduction to Islamic Law, em tradução livre,

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      Uma em cada cinco pessoas no mundo hoje pertence à fé islâmica. E ainda assim, conhecemos muito pouco sobre os muçulmanos, sobre sua cultura, sua religião, sua história. Nossas livrarias estão repletas de obras sobre o Islã, majoritariamente negativas e quase sempre dedicadas a analisar a “violência islâmica”. A lei do Islã, ou Shari’a, tornou-se um termo particularmente feio, associado tão frequentemente à política quanto à amputação de mãos ou ao apedrejamento de mulheres. Uma gama infinita de livros populares distorceu a Shari’a até torná-la irreconhecível, confundindo seus princípios e práticas no passado com suas reencarnações modernas, altamente politizadas.
      ==========

      Assim sendo, é essencial analisar os fundamentos e princípios da fé islâmica, de modo a extinguir a visão negativa que se acostumou a cultivar dela, e a manter um debate informado e razoável acerca da compatibilidade ou não da civilização muçulmana com os Direitos Humanos concebidos pelo Ocidente.

      O Islã originou-se na Arábia, e até hoje está intimamente ligado à cultura árabe, embora tenha sido amplamente difundido para outras partes do globo. Conta hoje com aproximadamente 1,6 bilhão de fiéis, ou 23% da população mundial. É a segunda maior religião do planeta, atrás somente do Cristianismo, e é a que mais cresce atualmente em número de fiéis.

      Seu nome deriva da palavra árabe íslam (submissão), o que revela um dos aspectos mais marcantes da religião islâmica: a crença na total entrega do homem a Deus, e a sujeição à vontade divina em todos os aspectos da vida terrena. O islã não compreende somente a esfera espiritual, mas também orienta a conduta em sociedade. [...]

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    3. José Bernardo, complementei a questão 1 com alguns pontos básicos e alterei a posição de dois parágrafos, pra facilitar o encadeamento de ideias. Vejam aí se concordam e façam as modificações/complementações necessárias:

      O Islã originou-se na Arábia, e até hoje está intimamente ligado à cultura árabe, embora tenha sido amplamente difundido para outras partes do globo. Conta hoje com aproximadamente 1,6 bilhão de fiéis, ou 23% da população mundial. É a segunda maior religião do planeta, atrás somente do Cristianismo, e é a que mais cresce atualmente em número de fiéis. Os fieis do islamismo são chamados de islamitas ou muçulmanos.

      Seu nome deriva da palavra árabe íslam (submissão), o que revela um dos aspectos mais marcantes da religião islâmica: a crença na total entrega do homem a Deus, e a sujeição à vontade divina em todos os aspectos da vida terrena. O islã não compreende somente a esfera espiritual, mas também orienta a conduta em sociedade. O Alcorão, seu livro sagrado, serve de base para a organização jurídica (Shari’a), política e social. Portanto, não há uma separação clara entre Estado e religião e a maioria dos povos islâmicos vive em teocracias

      Compreender as diferenças entre a cultura islâmica e a cristã torna-se uma tarefa extremamente necessária, especialmente em um contexto como o atual, no qual as duas culturas são frequentemente enxergadas como antagônicas. Conforme escreve Wael B. Hallaq em sua obra An Introduction to Islamic Law, em tradução livre,

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      Uma em cada cinco pessoas no mundo hoje pertence à fé islâmica. E ainda assim, conhecemos muito pouco sobre os muçulmanos, sobre sua cultura, sua religião, sua história. Nossas livrarias estão repletas de obras sobre o Islã, majoritariamente negativas e quase sempre dedicadas a analisar a “violência islâmica”. A lei do Islã, ou Shari’a, tornou-se um termo particularmente feio, associado tão frequentemente à política quanto à amputação de mãos ou ao apedrejamento de mulheres. Uma gama infinita de livros populares distorceu a Shari’a até torná-la irreconhecível, confundindo seus princípios e práticas no passado com suas reencarnações modernas, altamente politizadas.
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      Assim sendo, é essencial analisar os fundamentos e princípios da fé islâmica, de modo a extinguir a visão negativa que se acostumou a cultivar dela, enquanto religião fundamentalista, e a manter um debate informado e razoável acerca da compatibilidade ou não da civilização muçulmana com os Direitos Humanos concebidos pelo Ocidente. Para tanto, é fundamental compreender o Islã como sistema sócio-religioso complexo, com seus valores e crenças peculiares, bem como se apropriar de alguns conceitos e forças, dentre os quais a universalidade, a crença na superioridade cultural, a modernidade e o fundamentalismo, que nos ajudam a ampliar o entendimento sobre a oposição Ocidente x Islã.

      Estudar o percurso histórico, desde as Cruzadas, em que o avanço islâmico representava ameaça ao império cristão, passando pela Reconquista, marcada por forte imposição cultural e intolerância, até a colonização promovida pelos países Ocidentais e, mais recentemente, a criação do Estado de Israel, dividindo posicionamentos e tensionando as relações internacionais também faz-se mister para tal compreensão.

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    4. Baseei-me nas elaborações do Zé B. e da Anna, restringindo o texto estritamente ao que fala sobre "fundamentos da religião islâmica". Acredito que podem melhorá-lo. Abraços.

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      Seu nome deriva da palavra árabe íslam (submissão), o que revela um dos aspectos mais marcantes da religião islâmica: a crença na total entrega do homem a Deus, um único Deus, e a sujeição à vontade divina em todos os aspectos da vida terrena. A melhor mostra disso é na Shahada (ou Chahada) em que os fiéis professam a sua fé e atestam sua crença em Alá, consagrando-o.

      A oração (Salá) é um ponto de grande importância dentro da cultura islâmica. Os fiéis oram cinco vezes ao dia, recitando alguns versos do Alcorão, sempre voltados para a Meca, e lugares fechados possuem uma indicação para a direção onde a Meca esteja situada, tamanha importância do ato.

      Um dos pilares do Islã é a caridade, através do Zakat. Na crença, toda riqueza provém de Alá, e essa deve ser parcialmente distribuída com aqueles que pouco tem e com a comunidade. Incide em uma pequena parcela do que o fiel ganhou (2.5% anualmente), e o seu não cumprimento é visto como um pecado.

      No calendário islâmico, no nono mês se encontra o Ramadã. Constitui-se num mês em que os fiéis intensificam sua aproximação com a religião, abstendo-se de alguns prazeres e praticando ainda mais a caridade, as orações e valorizando o aspecto familiar. A prática é chamada de “jejum ritual” ou Suam.

      Constituindo-se como outro pilar do islamismo, está o Hajj. Consiste na peregrinação à Mecca pelo menos uma vez na vida, para aqueles que têm condições suficientes. Deve ser efetuado no último mês do ano no calendário religioso. Mostra, novamente, a profunda ligação do fiel com a sua crença.

      O islã não compreende somente a esfera espiritual, mas também orienta a conduta em sociedade. O Alcorão, seu livro sagrado, serve de base para a organização jurídica (Shari’a), política e social. Portanto, não há uma separação clara entre Estado e religião e a maioria dos povos islâmicos vive em teocracias.

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    5. Gente, mudei pouca coisa do texto do Guilherme! Acho que estamos no caminho certo, falta aprofundar um pouco. Além disso, no final, eu entrei na questão da separação entre sunitas e xiitas, será que é uma questão que a gente deve abordar?
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      O Islã originou-se na Arábia, e até hoje está intimamente ligado à cultura árabe, e se difundiu amplamente para outras partes do globo. É a segunda religião em relaçao ao número de seguidores, sendo que uma em cada cinco pessoas no mundo hoje pertence à fé islâmica. E ainda assim, conhecemos muito pouco sobre os muçulmanos, sobre sua cultura, sua religião, sua história. Assim sendo, é essencial analisar os fundamentos e princípios da fé islâmica, de modo a extinguir a visão negativa que se acostumou a cultivar dela.

      O Seu nome deriva da palavra árabe íslam (submissão), o que revela um dos aspectos mais marcantes da religião islâmica: a crença na total entrega do homem a Deus, um único Deus, e a sujeição à vontade divina em todos os aspectos da vida terrena. O islã não compreende somente a esfera espiritual, mas também orienta a conduta em sociedade. O Alcorão, seu livro sagrado, serve de base para a organização jurídica, política e social. Nele estão escritos as revelações que Maomé recebeu do anjo Gabriel e contém ensinamentos e tradições religiosas que influenciam o comportamento social. Portanto, não há uma separação clara entre Estado e religião e a maioria dos povos islâmicos vive em teocracias.

      A Sharia - o nome que se dá ao código de leis do islamismo- define as práticas de vida dos muçulmanos de acordo com cinco princípios: aceitar Alá como único e Muhammad (Maomé) como seu profeta; doar uma quantia (Zakat) de no mínimo 2,5% de seus rendimentos para os necessitados; fazer a peregrinação à cidade de Meca pelo menos uma vez na vida, se possuir recursos para isso; realização diária das orações (Salá) e jejuar no mês de Ramadã com objetivo de desenvolver a paciência e a reflexão.

      Um dos pilares fundamentais e que demonstra a submissão é a a Shahada (ou Chahada) em que os fiéis professam a sua fé e atestam sua crença em Alá, consagrando-o.
      A oração (Salá) é outro ponto de grande importância dentro da cultura islâmica. Os fiéis oram cinco vezes ao dia, recitando alguns versos do Alcorão, sempre voltados para a Meca, e lugares fechados possuem uma indicação para a direção onde a Meca esteja situada, tamanha importância do ato.

      Através do Zakat, a caridade é consolidade como um dos princípios da religião. Na crença, toda riqueza provém de Alá, e essa deve ser parcialmente distribuída com aqueles que pouco tem e com a comunidade e o seu não cumprimento é visto como um pecado.

      No calendário islâmico, no nono mês se encontra o Ramadã. Constitui-se num mês em que os fiéis intensificam sua aproximação com a religião, abstendo-se de alguns prazeres e praticando ainda mais a caridade, as orações e valorizando o aspecto familiar. A prática é chamada de “jejum ritual” ou Suam.

      Constituindo-se como outro pilar do islamismo, está o Hajj. Consiste na peregrinação à Mecca pelo menos uma vez na vida, para aqueles que têm condições suficientes. Deve ser efetuado no último mês do ano no calendário religioso. Mostra, novamente, a profunda ligação do fiel com a sua crença.

      Os seguidores da religião muçulmana se dividem em dois grupos principais : sunitas e xiitas.

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    6. A primeira frase tá com erro! "O Islã originou-se na Arábia, e até hoje está intimamente ligado à cultura árabe, apesar de ter se difundido amplamente para outras partes do globo."

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    7. Dri, achei bacana a mudança que você fez. Tô fazendo um texto meio crítico, propondo uma reflexão em relação aos 5 princípios fundamentais. Podemos usar no último parágrafo, e fazer uma conclusão, tipo o que a Ana postou:
      "Compreender as diferenças entre a cultura islâmica e a cristã torna-se uma tarefa extremamente necessária, especialmente em um contexto como o atual, no qual as duas culturas são frequentemente enxergadas como antagônicas.
      Assim sendo, é essencial analisar os fundamentos e princípios da fé islâmica, de modo a extinguir a visão negativa que se acostumou a cultivar dela, enquanto religião fundamentalista, e a manter um debate informado e razoável acerca da compatibilidade ou não da civilização muçulmana com os Direitos Humanos concebidos pelo Ocidente. Para tanto, é fundamental compreender o Islã como sistema sócio-religioso complexo, com seus valores e crenças peculiares, bem como se apropriar de alguns conceitos e forças, dentre os quais a universalidade, a crença na superioridade cultural, a modernidade e o fundamentalismo, que nos ajudam a ampliar o entendimento sobre a oposição Ocidente x Islã.

      Estudar o percurso histórico, desde as Cruzadas, em que o avanço islâmico representava ameaça ao império cristão, passando pela Reconquista, marcada por forte imposição cultural e intolerância, até a colonização promovida pelos países Ocidentais e, mais recentemente, a criação do Estado de Israel, dividindo posicionamentos e tensionando as relações internacionais também faz-se mister para tal compreensão."
      Ou seja, seria interessante usar o que to escrevendo antes disso. Jajá coloco aqui e vocês opinem, por favor

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    8. Primeiramente, me propus a analisar os preceitos fundamentais do Islamismo, mas me reduzi a comentários um pouco superficiais e ainda nao consegui desenvolver a argumentação adequada :P

      Caso vocês achem interessante ver onde parei:
      5 princípios do Islã
      1. a recitação e aceitação da crença (Chahada ou Shahada);
      2. orar cinco vezes ao longo do dia (Salá,Salat ou Salah);
      3. pagar esmola (Zakat ou Zakah);
      4. observar o jejum no Ramadão (Saum ou Siyam);
      5. fazer a peregrinação a Meca (Hajj) se tiver condições físicas e financeiras.
      Críticas e comentários
      1) Aceitação da crença islâmica:
      Seria possível que um muçulmano decidisse que essa não é a religião com a qual ele se identifica? Seria possível um questionamento e uma crítica quanto à própria religião? Ou deve-se aceita-la sob qualquer hipótese e tudo o que ela prega, mesmo preceitos considerados desumanos (como a excisão) ou a repressão e a subordinação feminina?
      2) A prática demonstra a frequência da oração. A tradição, o fato de a oração ou o encontro com Alá ser um ato metódico e obrigatório.
      3) A religião define que se deva pagar esmola. Há nisso uma resignação, uma aceitação à ordem social e uma aceitação? Isto é, a desigualdade social, o fato de existirem pessoas carentes de esmola não seria um indício de comodismo?
      4) Importância da tradição
      5) Símbolo religioso, tradição

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    9. Logo em seguida, comecei a fazer um texto e pensei em usar uma parte do texto da Anna que achei bastante interessante como introdução pro meu texto, mas ele não tem muito a ver com a reflexão anterior. Tá aí:

      Uma em cada cinco pessoas no mundo hoje pertence à fé islâmica. E ainda assim, conhecemos muito pouco sobre os muçulmanos, sobre sua cultura, sua religião, sua história. Nossas livrarias estão repletas de obras sobre o Islã, majoritariamente negativas e quase sempre dedicadas a analisar a “violência islâmica”. A lei do Islã, ou Shari’a, tornou-se um termo particularmente feio, associado tão frequentemente à política quanto à amputação de mãos ou ao apedrejamento de mulheres. Uma gama infinita de livros populares distorceu a Shari’a até torná-la irreconhecível, confundindo seus princípios e práticas no passado com suas reencarnações modernas, altamente politizadas.
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      É evidente que existem inúmeras influências que nos fazer reconhecer na fé islâmica uma ideia negativa, principalmente após o ataque do 11 de setembro, com a expressão contundente da “Guerra ao Terror”. A todo o momento, a mídia convenientemente dissemina notícias divulgadas sob uma perspectiva de vitimização e de insegurança, com o intuito de influenciar o ideário dos civis ocidentais, e atingindo este objetivo, acaba por criar nestes um certo receio e consequente preconceito em relação a fé islâmica e seus adeptos. Entende-se atualmente, sob uma visão ocidental muitas vezes inconscientemente guiada pelos interesses norte-americanos, o terrorismo como ameaça a liberdade e a segurança mundial, fazendo com que nossa sociedade como um todo veja, equivocadamente, o islamismo como um verdadeiro inimigo, pronto para ceifar do Ocidente a paz ou a “liberdade”, conceito tão frequentemente imposto às civilizações não-ocidentais, juntamente com o conceito de “igualdade”. De maneira recíproca, os praticantes do islamismo tendem a reproduzir um pensamento preconceituoso, na medida em que entendem o Ocidente como autor de uma imposição cultural histórica e atual, que desrespeita o povo e a soberania dos Estados islâmicos, causadas principalmente pelo interesse econômico no petróleo e na (recorrentemente e convenientemente dissimulado) permanência destes Estados em guerra. De fato, existem radicais muçulmanos, da mesma forma que existem radicais em todas as outras religiões. Entretanto, não seria o momento de se perguntar se a reação destes não é uma resposta à maneira como o Ocidente vêm agindo ao longo do tempo? Ao colocarmos pra nós a tarefa de “doutrinar” o resto do mundo com conceitos ditos universais, tão difundidos na Declaração do Homem e do Cidadão, e mais recentemente na Declaração Universal dos Direitos Humanos, não se esperava encontrar embates ou conflitos? É importante ressaltar que, grande parte da população que age dentro do considerado “terrorismo” o faz veementemente convicta de seus valores, pronta para se entregar para seu deus. O Ocidente se outorgou dono do direito de interferir em “mundos” completamente distintos, dentro de um viés predominantemente econômico, e enfrenta as consequências desastrosas disso até os dias de hoje.

      Referências: http://educacao.uol.com.br/disciplinas/geografia/doutrina-bush-guerra-contra-o-terrorismo-e-o-eixo-do-mal.htm
      http://repositorio.ucp.pt/handle/10400.14/9283

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    10. O Islã originou-se na Arábia, e até hoje está intimamente ligado à cultura árabe, e se difundiu amplamente para outras partes do globo. É a segunda religião em relaçao ao número de seguidores, sendo que uma em cada cinco pessoas no mundo hoje pertence à fé islâmica. E ainda assim, conhecemos muito pouco sobre os muçulmanos, sobre sua cultura, sua religião, sua história. Assim sendo, é essencial analisar os fundamentos e princípios da fé islâmica, de modo a extinguir a visão negativa que se acostumou a cultivar dela.

      O Seu nome deriva da palavra árabe íslam (submissão), o que revela um dos aspectos mais marcantes da religião islâmica: a crença na total entrega do homem a Deus, um único Deus, e a sujeição à vontade divina em todos os aspectos da vida terrena. O islã não compreende somente a esfera espiritual, mas também orienta a conduta em sociedade. O Alcorão, seu livro sagrado, serve de base para a organização jurídica, política e social. Nele estão escritos as revelações que Maomé recebeu do anjo Gabriel e contém ensinamentos e tradições religiosas que influenciam o comportamento social. Portanto, não há uma separação clara entre Estado e religião e a maioria dos povos islâmicos vive em teocracias.

      A Sharia - o nome que se dá ao código de leis do islamismo- define as práticas de vida dos muçulmanos de acordo com vários princípios, dentre os quais destacaremos cinco: aceitar Alá como único e Muhammad (Maomé) como seu profeta; doar uma quantia (Zakat) de no mínimo 2,5% de seus rendimentos para os necessitados; fazer a peregrinação à cidade de Meca pelo menos uma vez na vida, se possuir recursos para isso; realização diária das orações (Salá) e jejuar no mês de Ramadã com objetivo de desenvolver a paciência e a reflexão.

      Um dos pilares fundamentais e que demonstra a submissão é a a Shahada (ou Chahada) em que os fiéis professam a sua fé e atestam sua crença em Alá, consagrando-o.
      A oração (Salá) é outro ponto de grande importância dentro da cultura islâmica. Os fiéis oram cinco vezes ao dia, recitando alguns versos do Alcorão, sempre voltados para a Meca, e lugares fechados possuem uma indicação para a direção onde a Meca esteja situada, tamanha importância do ato.

      Através do Zakat, a caridade é consolidade como um dos princípios da religião. Na crença, toda riqueza provém de Alá, e essa deve ser parcialmente distribuída com aqueles que pouco tem e com a comunidade e o seu não cumprimento é visto como um pecado.

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    11. No calendário islâmico, no nono mês se encontra o Ramadã. Constitui-se num mês em que os fiéis intensificam sua aproximação com a religião, abstendo-se de alguns prazeres e praticando ainda mais a caridade, as orações e valorizando o aspecto familiar. A prática é chamada de “jejum ritual” ou Suam.

      Constituindo-se como outro pilar do islamismo, está o Hajj. Consiste na peregrinação à Mecca pelo menos uma vez na vida, para aqueles que têm condições suficientes. Deve ser efetuado no último mês do ano no calendário religioso. Mostra, novamente, a profunda ligação do fiel com a sua crença.

      Com essa breve exposição, é possível perceber que apesar da conotação negativa que possa se ter sobre a religião islâmica, ela em si é uma forma de expressão que deve ser respeita como qualquer outra e antes de rotula-lá é preciso conhece-la. E é fundamental compreender o Islã como sistema sócio-religioso complexo, com seus valores e crenças peculiares, bem como se apropriar de alguns conceitos e forças, dentre os quais a universalidade, a crença na superioridade cultural, a modernidade e o fundamentalismo, que nos ajudam a ampliar o entendimento sobre a oposição Ocidente x Islã. É evidente que existem inúmeras influências que nos fazer reconhecer na fé islâmica uma ideia negativa, principalmente após o ataque do 11 de setembro, com a expressão contundente da “Guerra ao Terror”. A todo o momento, a mídia convenientemente dissemina notícias divulgadas sob uma perspectiva de vitimização e de insegurança, com o intuito de influenciar o ideário dos civis ocidentais, e atingindo este objetivo, acaba por criar nestes um certo receio e consequente preconceito em relação a fé islâmica e seus adeptos. Entende-se atualmente, sob uma visão ocidental muitas vezes inconscientemente guiada pelos interesses norte-americanos, o terrorismo como ameaça a liberdade e a segurança mundial, fazendo com que nossa sociedade como um todo veja, equivocadamente, o islamismo como um verdadeiro inimigo, pronto para ceifar do Ocidente a paz ou a “liberdade”, conceito tão frequentemente imposto às civilizações não-ocidentais, juntamente com o conceito de “igualdade”. De maneira recíproca, os praticantes do islamismo tendem a reproduzir um pensamento preconceituoso, na medida em que entendem o Ocidente como autor de uma imposição cultural histórica e atual, que desrespeita o povo e a soberania dos Estados islâmicos, causadas principalmente pelo interesse econômico no petróleo e na (recorrentemente e convenientemente dissimulado) permanência destes Estados em guerra. De fato, existem radicais muçulmanos, da mesma forma que existem radicais em todas as outras religiões. Entretanto, não seria o momento de se perguntar se a reação destes não é uma resposta à maneira como o Ocidente vêm agindo ao longo do tempo? Ao colocarmos pra nós a tarefa de “doutrinar” o resto do mundo com conceitos ditos universais, tão difundidos na Declaração do Homem e do Cidadão, e mais recentemente na Declaração Universal dos Direitos Humanos, não se esperava encontrar embates ou conflitos? É importante ressaltar que, grande parte da população que age dentro do considerado “terrorismo” o faz veementemente convicta de seus valores, pronta para se entregar para seu deus. O Ocidente se outorgou dono do direito de interferir em “mundos” completamente distintos, dentro de um viés predominantemente econômico, e enfrenta as consequências desastrosas disso até os dias de hoje.

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    13. Gente, eu não acrescentei muita coisa pq tentei aproveitar os textos de vcs, porém se vcs acharem q está precisando enfatizar ou discorrer mais sobre algo é só me avisar.
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      O Islã originou-se na Arábia, e até hoje está intimamente ligado à cultura árabe, embora tenha sido amplamente difundido para outras partes do globo. Conta hoje com aproximadamente 1,6 bilhão de fiéis, ou 23% da população mundial. É a segunda maior religião do planeta, atrás somente do Cristianismo, e é a que mais cresce atualmente em número de fiéis. Os fiéis do islamismo são chamados de islamitas ou muçulmanos.
      Seu nome deriva da palavra árabe íslam (submissão), o que revela um dos aspectos mais marcantes da religião islâmica: a crença na total entrega do homem a Deus, e a sujeição à vontade divina em todos os aspectos da vida terrena. O islã não compreende somente a esfera espiritual, mas também orienta a conduta em sociedade. O Alcorão, seu livro sagrado, serve de base para a organização jurídica (Shari’a), política e social. Portanto, não há uma separação clara entre Estado e religião e a maioria dos povos islâmicos vivem em teocracias. Dentre as recomendações de ordem social que podemos encontrar no Alcorão, temos as seguintes: proibição do consumo de carne do porco, pelos fiéis; proibição do consumo de bebidas alcoólicas; proibição da prática de jogos de azar; o roubo é severamente punido.
      A Sharia - o nome que se dá ao código de leis do islamismo- define as práticas de vida dos muçulmanos de acordo com vários princípios, dentre os quais destacaremos cinco: aceitar Alá como único e Muhammad (Maomé) como seu profeta; doar uma quantia (Zakat) de no mínimo 2,5% de seus rendimentos para os necessitados; fazer a peregrinação à cidade de Meca pelo menos uma vez na vida, se possuir recursos para isso; realização diária das orações (Salá) e jejuar no mês de Ramadã com objetivo de desenvolver a paciência e a reflexão.
      A oração (Salá) é outro ponto de grande importância dentro da cultura islâmica. Os fiéis oram cinco vezes ao dia, recitando alguns versos do Alcorão, sempre voltados para a Meca, quando em lugares fechados, estes possuem uma indicação para a direção onde Meca esteja situada, tamanha importância do ato.
      Através do Zakat, a caridade se consolida como um dos princípios da religião. Na crença, toda riqueza provém de Alá, e essa deve ser parcialmente distribuída com aqueles que pouco tem e com a comunidade e o seu não cumprimento é visto como um pecado.
      Outro aspecto importante do islamismo é o Ramadã. Constitui-se num mês em que os fiéis intensificam sua aproximação com a religião, abstendo-se de alguns prazeres e praticando ainda mais a caridade, as orações e valorizando o aspecto familiar. A prática é chamada de “jejum ritual” ou Suam. Também devemos destacar a crença na predestinação. De acordo com esse princípio, tudo o que acontece no mundo já foi previamente estipulado por Alá, não cabendo ao homem modificar ou tentar modificar seu destino ou curso natural dos acontecimentos e fatos.

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    14. Quando analisamos esses princípios do islamismo, percebemos como a cultura Ocidental encara a questão religiosa de maneira diferente do restante dos povos já que nela é mais comum ver pessoas que seguem alguns preceitos de sua crença e não outros, o que, nos países islâmicos, é visto de maneira muito mais séria levando-se em consideração que leis e preceitos religiosos estão intimamente ligados. Isso nos faz questionar se esses povos também possuem um olhar crítico como o nosso. Além disso, podemos pensar sobre até onde ajudar o próximo, dar esmolas, é generosidade ou comodismo e podemos analisar o impacto da crença na predestinação na vida social nesses países.
      As diferenças entre a cultura islâmica e a cristã então, tornam-se cada vez mais aparentes quando as analisamos, uma tarefa extremamente necessária, especialmente em um contexto como o atual, no qual as duas culturas são frequentemente enxergadas como antagônicas. Após os atentados de 11 de setembro, nos EUA, o Ocidente passou a nutrir um olhar mais negativo quanto essa cultura, o qual é, muitas vezes, convenientemente disseminado pela mídia. Conforme escreve Wael B. Hallaq em sua obra An Introduction to Islamic Law, em tradução livre,
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      Uma em cada cinco pessoas no mundo hoje pertence à fé islâmica. E ainda assim, conhecemos muito pouco sobre os muçulmanos, sobre sua cultura, sua religião, sua história. Nossas livrarias estão repletas de obras sobre o Islã, majoritariamente negativas e quase sempre dedicadas a analisar a “violência islâmica”. A lei do Islã, ou Shari’a, tornou-se um termo particularmente feio, associado tão frequentemente à política quanto à amputação de mãos ou ao apedrejamento de mulheres. Uma gama infinita de livros populares distorceu a Shari’a até torná-la irreconhecível, confundindo seus princípios e práticas no passado com suas reencarnações modernas, altamente politizadas.
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      È importante lembrar, no entanto, que não é somente o Ocidente que, por vezes, apresenta uma visão distorcida de outra cultura, o que os atentados terroristas comprovam. O medo de perder sua própria cultura leva alguns grupos muçulmanos a agir como extremistas, por isso é muito relevante ter se em conta que isso abrange uma pequena parcela da religião. No islamismo encontramos diversos grupos: Talibã, Sunita, Xiita etc. Assim sendo, é essencial analisar os fundamentos e princípios da fé islâmica, de modo a extinguir a visão negativa que se acostumou a cultivar dela, e a manter um debate informado e razoável acerca da compatibilidade ou não da civilização muçulmana com os Direitos Humanos concebidos pelo Ocidente.

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    15. Algumas modificações:
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      O Islã originou-se na Arábia, e até hoje está intimamente ligado à cultura árabe, embora tenha sido amplamente difundido para outras partes do globo. Conta hoje com aproximadamente 1,6 bilhão de fiéis, ou 23% da população mundial. É a segunda maior religião do planeta, atrás somente do Cristianismo, e é a que mais cresce atualmente em número de fiéis. Os fiéis do islamismo são chamados de islamitas ou muçulmanos.
      Seu nome deriva da palavra árabe íslam (submissão), o que revela um dos aspectos mais marcantes da religião islâmica: a crença na total entrega do homem a Deus, e a sujeição à vontade divina em todos os aspectos da vida terrena. O islã não compreende somente a esfera espiritual, mas também orienta a conduta em sociedade. O Alcorão, seu livro sagrado, serve de base para a organização jurídica (Shari’a), política e social. Portanto, não há uma separação clara entre Estado e religião e a maioria dos povos islâmicos vivem em teocracias. Dentre as recomendações de ordem social que podemos encontrar no Alcorão, temos as seguintes: proibição do consumo de carne do porco, pelos fiéis; proibição do consumo de bebidas alcoólicas; proibição da prática de jogos de azar; o roubo é severamente punido.
      A Sharia - o nome que se dá ao código de leis do islamismo- define as práticas de vida dos muçulmanos de acordo com vários princípios, dentre os quais destacaremos cinco: aceitar Alá como único e Muhammad (Maomé) como seu profeta; doar uma quantia (Zakat) de no mínimo 2,5% de seus rendimentos para os necessitados; fazer a peregrinação à cidade de Meca pelo menos uma vez na vida, se possuir recursos para isso; realização diária das orações (Salá) e jejuar no mês de Ramadã com objetivo de desenvolver a paciência e a reflexão.
      A oração (Salá) é outro ponto de grande importância dentro da cultura islâmica. Os fiéis oram cinco vezes ao dia, recitando alguns versos do Alcorão, sempre voltados para a Meca, quando em lugares fechados, estes possuem uma indicação para a direção onde Meca esteja situada, tamanha importância do ato.
      Através do Zakat, a caridade se consolida como um dos princípios da religião. Na crença, toda riqueza provém de Alá, e essa deve ser parcialmente distribuída com aqueles que pouco tem e com a comunidade e o seu não cumprimento é visto como um pecado.
      Outro aspecto importante do islamismo é o Ramadã. Constitui-se num mês em que os fiéis intensificam sua aproximação com a religião, abstendo-se de alguns prazeres e praticando ainda mais a caridade, as orações e valorizando o aspecto familiar. A prática é chamada de “jejum ritual” ou Suam. Também devemos destacar a crença na predestinação. De acordo com esse princípio, tudo o que acontece no mundo já foi previamente estipulado por Alá, não cabendo ao homem modificar ou tentar modificar seu destino ou curso natural dos acontecimentos e fatos.

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    16. Este comentário foi removido pelo autor.

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    17. Com essa breve exposição, é possível perceber que apesar da conotação negativa que possa se ter sobre a religião islâmica, ela em si é uma forma de expressão que deve ser respeita como qualquer outra e antes de rotulá-la é preciso conhecê-la. E é fundamental compreender o Islã como sistema sócio-religioso complexo, com seus valores e crenças peculiares, bem como se apropriar de alguns conceitos e forças, dentre os quais a universalidade, a crença na superioridade cultural, a modernidade e o fundamentalismo, que nos ajudam a ampliar o entendimento sobre a oposição Ocidente x Islã.

      É evidente que existem inúmeras influências que nos fazer reconhecer na fé islâmica uma ideia negativa, principalmente após o ataque do 11 de setembro, com a expressão contundente da “Guerra ao Terror” e com as constantes notícias de repressão e violência à mulher nos países praticantes dessa religião. Porém, vale ressaltar que a base da religião muçulmana não determina qualquer tipo de discriminação grave contra a mulher, as interpretações radicais das escrituras que culminaram em casos brutais. Para a maioria dos seguidores do islamismo, contudo, a religião muçulmana é de paz e tolerância.

      È importante lembrar, no entanto, que há visões distorcidas em todas as culturas, o que os atentados terroristas comprovam. O medo de perder sua própria cultura leva alguns grupos muçulmanos a agir como extremistas, por isso é muito relevante ter se em conta que isso abrange uma pequena parcela da religião. Não seria, então, o momento de se perguntar se a reação destes não é uma resposta à maneira como o Ocidente vêm agindo ao longo do tempo? Ao colocarmos pra nós a tarefa de “doutrinar” o resto do mundo com conceitos ditos universais, tão difundidos na Declaração do Homem e do Cidadão, e mais recentemente na Declaração Universal dos Direitos Humanos, não se esperava encontrar embates ou conflitos? É importante ressaltar que, grande parte da população que age dentro do considerado “terrorismo” o faz veementemente convicta de seus valores, pronta para se entregar para seu deus. O Ocidente se outorgou dono do direito de interferir em “mundos” completamente distintos, dentro de um viés predominantemente econômico, e enfrenta as consequências desastrosas disso até os dias de hoje.

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    18. Dri, gostei muito de você ter juntado desse jeito. Não acho que precisa de mais nada.
      Só quero mostrar umas coisinhas, tipo erro de digitação ou concordância:
      1o parágrafo da segunda parte: deve ser respeitaDA
      Achei tb esse negócio de apropriar de conceitos e forças um pouco ambíguo! Apropriar da universalidade? as vezes rolava de deixar um pouco mais claro..
      Penúltimo parágrafo da segunda parte, será que não se deve dar como exemplo os sunitas e xiitas?
      último parágrafo.. vou ver se bolo uma última conclusão pra acrescentar que se relaciona às introduções, para finalizar mais bonitinho.
      O que acham?

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    19. Gabi, em relação aos erros de digitação, o Zé disse que ia revisar o texto todo depois de já pronto! Qual parte que você achou ambígua? Cita aqui pra gente!, porque não entendi direito o que você falou! E verdade, é válido citar esses dois grupos mesmo, para exemplificar!

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    20. Dri, ficou bom, a única observação é que o Zé queria que o trecho do Wael B. Hallaq fosse citado. Poderíamos inserí-la no seu texto (o problema é mais o tamanho).

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    21. Pois é, Duda, realmente não tem mais espaço! Ainda mais que a Gabi tá fazendo um parágrafo de conclusão...

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    22. Sugiro essa mudança, Dri:
      "Com essa breve exposição, é possível perceber que apesar da conotação negativa que possa se ter sobre a religião islâmica, ela em si é uma forma de expressão que deve ser respeitada como qualquer outra, não se devendo rotulá-la, mas sim conhecê-la. É também fundamental compreender o Islã como sistema sócio-religioso complexo, com seus valores e crenças peculiares, tendo em mente alguns conceitos que demonstram a recorrente oposição difundida entre Ocidente e Islã, dentre os quais a universalidade, a crença na superioridade cultural, a modernidade e o fundamentalismo."

      Já a conclusão, poderia ser:
      Desse modo, é importante ressaltar que o Islã deve começar a ser visto sob uma perspectiva diferente da que é vista hoje, uma vez que a percepção que se tem sobre ele foi construída historicamente por dominação, apropriação e desrespeito por parte da civilização ocidental. Torna-se necessário assim, para compreender as diferenças socioculturais, respeitar o islamismo e vê-lo como mais que uma religião, mas como uma cultura de identidade própria, assim como entendemos nossa civilização.

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    23. Galera, eis o texto já revisado da questão 1. O final dele liga perfeitamente com o começo da questão 2, então sintam-se livres pra juntá-los.




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      O Islã originou-se na Arábia, e até hoje está intimamente ligado à cultura árabe, embora tenha sido amplamente difundido para outras partes do globo. Conta hoje com aproximadamente 1,6 bilhão de fiéis, ou 23% da população mundial. É a segunda maior religião do planeta, atrás somente do Cristianismo, e é a que mais cresce atualmente em número de adeptos. Os praticantes do islamismo são chamados de islamitas ou muçulmanos.

      O nome Islã deriva da palavra árabe íslam (submissão), o que revela um dos aspectos mais marcantes da religião islâmica: a crença na total entrega do homem a Deus, e a sujeição à vontade divina em todos os aspectos da vida terrena. O Islã não compreende somente a esfera espiritual, mas também orienta a conduta em sociedade. O Alcorão, seu livro sagrado, serve de base para a organização política, social e também jurídica (esta última comumente denominada Shari'a), e inclui instruções específicas como a proibição do consumo de carne de porco e de bebidas alcoólicas, a proibição da prática de jogos de azar, e a severa punição ao roubo. Percebe-se, portanto, que não há uma separação clara entre Estado e religião; por isso mesmo, a maioria dos povos islâmicos vive em teocracias.

      Dentre os princípios da religião muçulmana, cinco ganham destaque especial:
      (1) aceitar Alá como único Deus e Muhammad (Maomé) como seu profeta;
      (2) doar uma quantia (Zakat) de no mínimo 2,5% dos rendimentos anuais para os necessitados;
      (3) fazer a peregrinação à cidade de Meca pelo menos uma vez na vida, caso disponha-se de recursos para isso;
      (4) orar diariamente;
      e (5) jejuar no mês do Ramadã, de modo a desenvolver a paciência e a reflexão.

      A oração (Salá) é um ponto de grande importância dentro da cultura islâmica. Os fiéis oram cinco vezes ao dia, recitando versos do Alcorão, sempre voltados para Meca, cidade-natal de Maomé. A Salá assume importância tamanha que lugares fechados, como domicílios e prédios públicos, costumam contar com indicações da direção onde Meca encontra-se situada.

      Também o Zakat consolida um dos valores centrais do Islã: a caridade. Os muçulmanos creem que toda riqueza provém de Alá; portanto, é dever do islamita distribuí-la parcialmente àqueles que não dispõem dela, sendo o seu não-cumprimento visto como um pecado.

      Outro aspecto digno de nota é o Ramadã. Neste mês, os fiéis intensificam sua aproximação com a religião, abstendo-se de alguns prazeres e praticando ainda mais a caridade e as orações, e valorizando o convívio familiar. A prática é chamada de “jejum ritual”, ou Suam. Também devemos destacar a crença na predestinação. Segundo este princípio, tudo o que acontece no mundo já foi previamente estipulado por Alá, não cabendo ao homem modificar ou tentar modificar seu destino ou o curso natural dos acontecimentos.

      A partir desta breve exposição, é possível constatar que, apesar da conotação negativa que a religião islâmica muitas vezes assume quando retratada pela cultura Ocidental, ela é uma forma de expressão que deve ser respeitada como qualquer outra e digna não de rótulos, mas sim de compreensão. Torna-se fundamental entender o Islã como um sistema sócio-religioso complexo, dotado de valores e crenças peculiares, mas não inteiramente incompatíveis ou distintos dos Ocidentais. Aprofundar-se sobre os conceitos da universalidade, da crença na superioridade cultural, e do embate entre a modernidade e o fundamentalismo é essencial para ampliar nosso entendimento sobre a suposta oposição entre Ocidente e Islã.

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    24. A cultura Ocidental contemporânea, em especial após os atentados de 11 de setembro de 2001, vem vilificando a fé islâmica, caracterizando-a como uma ameaça. A "Guerra ao Terror" estadunidense e as constantes notícias de repressão e violência contra a mulher nos países praticantes dessa religião contribuem para construir um retrato extremamente negativo do Islã. Porém, uma análise criteriosa dos textos muçulmanos revela que a fé islâmica não defende tais atos de violência, e que a brutalidade que muitas vezes se observa no Oriente Médio é resultado do extremismo e da deturpação dos escritos sagrados. Uma minoria exaltada faz com que a maioria dos islamitas, que enxerga sua religião como pacífica e tolerante, seja mal-representada.

      Entretanto, até mesmo os grupos extremistas merecem compreensão, uma vez que uma análise aprofundada de suas crenças e medos pode ajudar a elucidar as razões que levam alguns fiéis a cometer atos violentos de terrorismo. Dessa forma, é razoável crer que os ataques como os do 11 de Setembro devem-se não aos versos do Alcorão, e sim de um profundo temor de perder sua própria cultura, e ver seus símbolos e ritos substituídos por novos. Caberia, portanto, questionar se a reação dos extremistas muçulmanos não seria uma resposta à conduta do Ocidente, que ao longo dos últimos séculos vem buscando “doutrinar” o resto do planeta e propagar seus conceitos ditos universais, através da Declaração do Homem e do Cidadão e, mais recentemente, da Declaração Universal dos Direitos Humanos.

      Dessa forma, faz-se mister compreender também os valores e princípios do Ocidente e de sua religião mais difundida, o Cristianismo, buscando traçar as diferenças e similaridades entre as duas civilizações.


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  5. Para melhor organização, as pessoas responsáveis pela questão 2 devem divulgar as suas ideias e seus apontamentos como "resposta" deste comentário.

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    1. Gente, encontrei um livro que aborda o tema da fundamentação do cristianismo. O único "porém" é o idioma da obra: está em espanhol. Contudo, se a compreensão da língua for possível, creio que pode ser uma boa fonte sobre o assunto em questão. Chama-se "Orígenes y fundamentos del cristianismo" e pode ser encontrado no link: http://www.nodo50.org/ciencia_popular/articulos/Cristianismo.pdf

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    2. Veyne não hesitou, por seu lado, em retomar este assunto que dificulta o historiador obstinado: ele aborda as origens de sua conversão [de Constantino] em dois capítulos que apresentam títulos significativos: "Uma obra-prima: o cristianismo" (capítulo 2) e "Outra obra-prima: a Igreja" (capítulo 3). Ao fazer isso, enumera os elementos que conferiam a superioridade do cristianismo em relação ao paganismo, assim como influenciaram na escolha de Constantino: uma religião de amor (p. 37), a profissão de fé (pp. 63, 87 e 125), a defesa de uma concepção sublime do mundo e do homem (p. 38), a qual, por intermédio da figura de seu fundador, um personagem histórico datado, demonstrava um zelo moralizador (p. 43). Veyne, contudo, expressa suas reservas quanto ao papel que poderiam desempenhar uma promessa de imortalidade da alma e a perspectiva da ressurreição dos corpos, bem como o seu corolário: o medo do inferno.

      Esses capítulos têm o grande mérito de sublinhar a extrema originalidade e a incontestável audácia da proposta cristã, que o autor não se detém em admirar: "o cristianismo era também uma crença, uma espiritualidade, uma moral e uma metafísica, tudo sob uma autoridade eclesial. Ele ocupou todo o espaço [...]. E se distinguia por ser a única religião no mundo que também era uma Igreja" (pp. 64-72).
      Para ele [Veyene], Constantino foi um príncipe cristão de uma astúcia excepcional, que tinha em mente um projeto maior, mesclando piedade e poder: construir uma sociedade cristã e, por conseguinte, um império político e religioso.

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    3. Esses trecho são de um texto que achei no portal da CAPS, de autoria de Breno Rodrigo de Oliveira Alencar, mestre em Antropologia pelo PPGCS-UFPA e etnógrafo do Museu Paraense Emílio Goeldi, publicado na Revista Brasileira de Ciências Sociais vol. 27, nº 79; que trata de um livro de Paul Veyene chamado 'quando nosso mundo se tornou cristão". Recortei esses porque expõe algumas características marcantes do cristianismo que o puseram em posição de vantagem em relação ao paganismo como religião escolhida para ser adotada pelo Império Romano e, daí, legada ao Ocidente atual; mas também expões que, desde sua raiz, na escolha de Constantino, há a característica pretensão de expansão e de relação deste com o poder político, ao qual foi, até a era das Revoluções, indissociável.

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    4. "Esses trechos","expõem" e "expõem", "deste", substitua por "do cristianismo"

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    5. Uma das várias obras que eu encontrei sobre o assunto, trata da relação do cristianismo com as outras religiões. Mário de França Miranda, o autor, apresenta inicialmente as definições de cristianismo no que concerne aos seus fundamentos. Para ele, "ao longo de sua história, o cristianismo sempre esteve em diálogo com a sociedade e a cultura, acolhendo, batizando, criticando ou simplesmente rejeitando o que poderíamos caracterizar como os juízos de valor e as práticas correspondentes de uma geração."*
      * Livro: "O Cristianismo em face das religiões", que pode ser acessado pelo link: http://books.google.com.br/books?hl=pt-BR&lr=&id=ueCOpaB3PsEC&oi=fnd&pg=PA23&dq=o+que+fundamentou+o+cristianismo&ots=Qgq9tA7Q5L&sig=WnjL7JKVAAXpxNNBzOMNabGK5eg#v=onepage&q=bases%20do%20cristianismo&f=false

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    6. Este comentário foi removido pelo autor.

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    7. O cristianismo é a religião profética, cuja Palavra revelada en-
      contra-se fundamentalmente consignada no livro da Bíblia. Ela é o livro
      fundamental da nossa história, e é um livro fundamental para o futuro.
      Ela configurou a história do Ocidente. É inegável sua influência. Ao
      mesmo tempo, ela não é um livro uniforme, pois traz o testemunho de
      diversas correntes, escolas, épocas e teologias, o que obriga o leitor
      a abrir sua mente à pratica do diálogo, pois ela é flexível em relação
      aos modelos de convivência, não absolutizando nenhum deles. Há um
      inegável pluralismo dentro da própria Bíblia.
      O desafio da pluralidade das religiões nos conduz a uma pergunta
      mais radical so bre a singularidade da identidade cristã. O que é o mais
      importante na religião cristã. Diante dessa pergunta, convém refletir sobre
      as origens históricas do cristianismo em sua relação com o judaísmo.
      A Nova Aliança inaugurada por Jesus não teve como consequência
      imediata um novo culto, um novo templo e um novo sacerdócio. E, na
      or dem ética, o novo mandamento do Senhor é sobretudo a radicaliza-
      ção do que está inscrito em germe na Torah como lei do amor a Deus
      e ao próximo.Foi a urgência da missão junto aos gentios que levou a
      um dis cernimento entre os elementos contingentes da religião de Israel
      e a mensagem evangélica como tal. No começo, os judeus, que se tonaram discípulos de Jesus, achavam natural continuar a frequentar a
      sinagoga, sujeitar-se à circuncisão e não comer certas carnes impuras.
      Portanto, pensavam poder continuar sendo judeus ao tornar-se cristãos.
      Ainda hoje, tratar-se-ia de cumprir ao mesmo tempo as duas palavras
      de Jesus: “Não vim abolir, mas cumprir” e, de outro lado: “Não se deve
      colocar vinho novo em odres velhos”. Se há ruptura e novidade, ela se
      resume no próprio evento de Jesus Cris to, que coincide com o advento
      do Reino de Deus e o que ele com porta como novidade na relação com
      Deus e com o outro.
      Se o cristianismo é a religião do Evangelho, o Espírito de Jesus
      gera um novo ser individual e coletivo. É vocação da Igreja tornar-se
      o bem de todo homem e de toda mulher, além de sua raça, sua língua,
      sua cultura e até de sua pertença religiosa. Os Evangelhos revelam não
      só uma mensagem teológica, mas antropológica, revelam o homem ao
      homem, ajudam a compreender quem somos e a que fomos chamados a
      ser. A dimensão pública do cristianismo, portanto, começa com a opção
      que Jesus fez2
      .
      Com relação ao futuro, a Bíblia como fundamento da vida ociden-
      tal, é um instrumento que possibilita enfrentar os grandes problemas
      de hoje: a paz entre etnias e religiões, especialmente no Médio
      Oriente; os direitos humanos e a defesa da dignidade da pessoa em
      cada um dos países do mundo e em cada um dos momentos da vida; os
      problemas do ambiente e a defesa da terra diante da degradação que a
      ameaça.
      O cristianismo pode ser definido, portanto, como o movimento
      histórico que carrega a fé em Jesus Cristo, que a cristologia explicita,
      aprofundando a fé e impulsiona historicamente em meio às contingências
      humanas e sociais. O cristianismo, como tal, é objeto de análise do
      historiador. A cristologia é a explicitação da fé em Jesus Cristo, objeto
      de análise do teólogo.
      O cristianismo, portanto, nasceu como Religião Pública, pois não
      se origina de Jesus, mas do “Cristo”. Não conhecemos um “jesuanismo”
      do camponês e artesão Jesus que viveu na Palestina, no primeiro século
      de nossa era, e que morreu na cruz. Esse movimento não morreu com
      Jesus. Ele, de fato, não havia pregado a si mesmo, mas referira-se
      fundamentalmente ao “Reino de Deus”. Sinalizava a chegada do Reino
      com ações extraordinárias. Mostrava o Reino presente, mesmo que, de
      modo muito diferente daquele esperado pelo povo.

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    8. Parcialíssimo este aqui, parece até catecismo, mas mostra bem alguns princípios, é bem direto. Foi escrito pelo Ramiro Mincato e publicado em Teocomunicação, 2009, Vol.39(1), p.94.

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    9. Para aprofundar a discussão iniciada, é válido lembrar de alguns preceitos da religião cristã que compreendem o aspecto estrutural desta. A inspiração de uma única divindade para a fundamentação do pensamento religioso, isto é, o caráter monoteísta da crença religiosa consiste em um dos pilares fundamentais da cristandade (embora tal fato não constitua uma característica exclusiva de tal religião). Outro fator preponderante para a consolidação do pensamento cristão compreende a tarefa apostólica dos seguidores de Jesus Cristo, fato determinante para que sempre fosse uma iniciativa do Cristianismo a sua expansão.
      A Bíblia, considerada sagrada pelos cristãos, consiste em um princípio de tal religião, na medida em que seus ordenamentos constituem normas para a conduta daqueles que têm fé nos seus mandamentos. Os textos bíblicos são divididos em dois grandes grupos: textos anteriores à passagem do "Messias" nos meios terrenos, os quais estão reunidos no Antigo Testamento e os textos posteriores à presença do "filho de Deus"e que narram acontecimentos da vida deste, foram agrupados no Novo Testamento.
      Por fim, o Cristianismo é fundamentado por dez mandamentos presentes na própria Bíblia Sagrada. Estes buscam regular os atos dos homens, definindo o que é bom e digno segundo as ideias religiosas. São eles:
      1. Não terás outros deuses diante de mim.
      2. Não farás para ti imagem de escultura, não te curvarás a elas, nem as servirás.
      3. Não pronunciarás o nome do Senhor teu Deus em vão.
      4. Lembra-te do dia do sábado para o santificar. Seis dias trabalharás, mas o sétimo dia é o sábado do seu Senhor teu Deus, não farás nenhuma obra.
      5. Honra o teu pai e tua mãe.
      6. Não matarás.
      7. Não adulterarás.
      8. Não furtarás.
      9. Não dirás falso testemunho, não mentirás.
      10. Não cobiçarás a mulher do próximo, nem a sua casa e seus bens.
      Observe que a simples leitura de tais normas já nos traz uma noção mais clara dos preceitos responsáveis por fundamentar a religião cristã.

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    10. Henry, de fato a maioria dos textos que eu encontrei sobre o assunto apresentam ideias parciais, pois me parece que vários dos autores sobre o tema são cristãos. Enfim, achei divertida a sua observação "parece até catecismo".

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    11. Galera eu fiz um texto com base no que o Giovani e a Iara postaram e alguns textos q eu li, mas tá precisando de uma complementação/finalização q não vai dar pra mim fazer. Eu fiz uma crítica com base na forma com q a religião cristã foi usada como instrumento de dominação e perseguição e para quem quiser usar meu texto como base ou complementar vou postar aqui:
      O cristianismo é a religião mais praticada no mundo e a mais influente, principalmente na cultura ocidental. Ela é dividida em três principais vertentes: o Catolicismo, o Protestantismo e o cristianismo Ortodoxo. Essa religião tem como base a crença em um único Deus, perfeito e criador de tudo e de todos, e em seu filho Jesus Cristo que para os cristãos é o messias, o salvador. Além disso, para os cristãos, Deus é uma trindade formada por: o Pai, o Filho e o Espírito Santo.
      Os cristãos têm como livro sagrado a Bíblia. Seus ordenamentos constituem normas para a conduta daqueles que têm fé nos seus mandamentos. Os textos bíblicos são divididos em dois grandes grupos: textos anteriores à passagem do "Messias" nos meios terrenos, os quais estão reunidos no Antigo Testamento e os textos posteriores à presença do "filho de Deus"e que narram acontecimentos e ensinamentos da vida deste, foram agrupados no Novo Testamento. Nos evangelhos presentes no Novo Testamento estão praticamente tudo o que se sabe da vida de Jesus, suas pregações, ensinamentos, sacrifícios e sua morte e ressurreição.
      O princípio primeiro do cristianismo, sem dúvida alguma, é a crença de que Jesus Cristo é o messias, ou seja, foi enviado por Deus a fim de salvar a humanidade do pecado que a condenava. É exatamente com base nesse ponto que podemos caracterizar alguém como cristão ou não: para os que creem, Jesus de Nazaré de fato foi o responsável pela remissão dos pecados dos homens e por abrir as portas do céu para a humanidade; para os descrentes, Ele foi apenas mais um dos diversos profetas que pregavam conhecimentos sagrados na época, sem, porém, possuir origem divina. Assim, o cristianismo é a religião dos que creem que Jesus Cristo é Filho de Deus, morto e ressuscitado. O amor e crença a Deus é, dessa forma, o principal ensinamento deixado para os cristãos por Jesus.
      O Cristianismo é fundamentado por dez mandamentos presentes na própria Bíblia Sagrada. Estes buscam regular os atos dos homens, definindo o que é bom e digno segundo as ideias religiosas sendo responsáveis por fundamentar a moral cristã. São eles:
      1. Não terás outros deuses diante de mim.
      2. Não farás para ti imagem de escultura, não te curvarás a elas, nem as servirás.
      3. Não pronunciarás o nome do Senhor teu Deus em vão.
      4. Lembra-te do dia do sábado para o santificar. Seis dias trabalharás, mas o sétimo dia é o sábado do seu Senhor teu Deus, não farás nenhuma obra.
      5. Honra o teu pai e tua mãe.
      6. Não matarás.
      7. Não adulterarás.
      8. Não furtarás.
      9. Não dirás falso testemunho, não mentirás.
      10. Não cobiçarás a mulher do próximo, nem a sua casa e seus bens.
      O cristianismo foi inicialmente muito perseguido, mas sua expansão foi tão grande que obrigou o Imperador Constantino a conceder a liberdade de culto aos cristãos em 313 e em 392 foi considerada a religião oficial do império romano. A partir de então a religião cristã foi ganhando muita força e a igreja tornou-se a instituição mais poderosa da Idade Média. De perseguidos a perseguidores a religião cristã foi usada como forma de dominação a medida que o clero pregava que aqueles que não seguissem sua palavra não estariam salvos. Assim aqueles que não eram seguidores do cristianismo ou não cumpria os ordenamentos do clero passaram a ser perseguidos como hereges, bruxos e pecadores pela Inquisição, tribunal criado para que essa perseguição fosse feita.

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    12. Ó, gente, modifiquei um pouco o texto do Gustavo, não sei se ficou muito grande. Para não me delongar, não foquei mais do que estava já aí na questão histórica, me limitei à parte dos princípios. Mas se acharem por bem, eu ponho mais coisa. segue:
      O Cristianismo, unida todas suas mais diversas vertentes, é a maior de todas as religiões no globo por número de praticantes; e também é inegável sua preponderante influência, já que este é uma das bases da Civilização Ocidental, que se expande pelo mundo, levando consigo não só a fé cristã, mas também princípios nela baseados subjacentes aos costumes e normas difundidos nesse processo. Originárias de um ponto comum, os ensinamentos do próprio Cristo, o Cristianismo se desdobra no processo histórico em três principais vertentes: o Catolicismo, o Cristianismo Ortodoxo, e, posteriormente, o Protestantismo. Não cabe aqui especificar as distinções de cada vertente, incorrendo-se o risco de adentrar questões que transcenderiam a simplicidade de uma trina divisão, fazendo-se necessária uma explicação de fatores históricos, políticos e de doutrina, já que as cisões no seio do cristianismo foram motivadas pelas razões mais diversas. O foco será apontado para os princípios comuns que são de fato a base da religião, sem considerar pontos de muita divergência. O cerne da crença cristão se compões pela fé no Deus perfeito e criador de tudo e de todos, pleno em bondade e misericórdia; e em Jesus de Nazaré, habitante da palestina à época do domínio romano, que, divinamente concebido por Maria, uma virgem, é o Filho de Deus. Para os cristãos, é Jesus o messias esperado pelos judeus, é o salvador; filho e pessoa de Deus, tal qual o Criador e o Espírito Santo, em uma trindade, ou seja, um só Deus composto por três entes: o Pai, o Filho e o Espírito Santo. A crença na Trindade Santa não é consenso entre todas as correntes cristãs, mas, por ser um elemento extremamente característico e influente na concepção geral da religião, merece ser elencado. Os cristãos têm como livro sagrado a Bíblia, seus ordenamentos constituem normas para a conduta daqueles que têm fé nos seus mandamentos. Os textos bíblicos são divididos em dois grandes grupos: textos anteriores à passagem do "Messias" nos meios terrenos, os quais estão reunidos no Antigo Testamento, e os textos posteriores à presença do "filho de Deus" e que narram acontecimentos e ensinamentos da vida deste, foram agrupados no Novo Testamento. Nos evangelhos presentes no Novo Testamento estão praticamente tudo o que se sabe da vida de Jesus, suas pregações, ensinamentos, sacrifícios e sua morte e ressurreição.
      O princípio primeiro do cristianismo, sem dúvida alguma, é a crença de que Jesus Cristo é o messias, ou seja, foi enviado por Deus a fim de salvar a humanidade do pecado que a condenava. É exatamente com base nesse ponto que podemos caracterizar alguém como cristão ou não: para os que creem, Jesus de Nazaré de fato foi o responsável pela remissão dos pecados dos homens e por abrir as portas do céu para a humanidade. Jesus, porém, não é um personagem exclusivo do cristianismo, teve ele também reconhecimento por outras tradições religiosas, para quais foi ele apenas mais um dos diversos profetas que pregavam conhecimentos sagrados na época, sem, porém, possuir origem divina; como ocorre no caso do Islamismo, que tem Jesus como um de seus principais profetas. Assim, o cristianismo é a religião dos que creem que Jesus Cristo é Filho de Deus, morto e ressuscitado, que se sacrificou pela salvação da humanidade.
      O Cristianismo é fundamentado por dez mandamentos presentes na própria Bíblia Sagrada, herança esta do judaísmo, a tradição anterior que o baseia. Esses buscam regular os atos dos homens, definindo o que é bom e digno segundo as ideias religiosas sendo responsáveis por fundamentar a moral cristã. São eles:

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    13. 2º ato:
      1. Não terás outros deuses diante de mim.
      2. Não farás para ti imagem de escultura, não te curvarás a elas, nem as servirás.
      3. Não pronunciarás o nome do Senhor teu Deus em vão.
      4. Lembra-te do dia do sábado para o santificar. Seis dias trabalharás, mas o sétimo dia é o sábado do seu Senhor teu Deus, não farás nenhuma obra.
      5. Honra o teu pai e tua mãe.
      6. Não matarás.
      7. Não adulterarás.
      8. Não furtarás.
      9. Não dirás falso testemunho, não mentirás.
      10. Não cobiçarás a mulher do próximo, nem a sua casa e seus bens.
      Mesmo presentes estes dez mandamentos listados, fundamentação da moralidade cristã, esta derivada dos preceitos judaicos expostos no Antigo Testamento, há, com o advento de Cristo, um mandamento-síntese de toda a doutrina que é a expressão maior de tudo que propaga a moralidade e o resumo do que é prezado pela convicção cristão: “Amai a Deus sobre todas as coisa e ao teu próximo como a ti mesmo”. De maneira simples e direta a mensagem de fraternidade e acolhimento preconizada por Cristo alcançou grande sucesso, muito por isso se explica a difusão tão grande do cristianismo, que muito bem serviu ao momento histórico no qual se inseria.

      O cristianismo foi inicialmente muito perseguido, mas sua expansão foi tão grande que obrigou o Imperador Constantino a conceder a liberdade de culto aos cristãos em 313 e em 392 foi considerada a religião oficial do império romano. A partir de então a religião cristã foi ganhando muita força e a igreja tornou-se a instituição mais poderosa da Idade Média. De perseguidos a perseguidores a religião cristã foi usada como forma de dominação a medida que o clero pregava que aqueles que não seguissem sua palavra não estariam salvos. Assim aqueles que não eram seguidores do cristianismo ou não cumpria os ordenamentos do clero passaram a ser perseguidos como hereges, bruxos e pecadores pela Inquisição, tribunal criado para que essa perseguição fosse feita.

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    14. Este comentário foi removido pelo autor.

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    15. (continuando o texto)
      A inquisição foi utilizada mais tarde na Idade moderna como ajuda para o processo de centralização do poder dos monarcas, que utilizaram deste tribunal para eliminar quem lhes fizesse oposição e conseguir mais financiamento para sua concentração de poder, no caso de perseguições a judeus, banqueiros, principalmente. Assim, principios religiosos cristãos foram utilizados como justificativa para a aquisição de maior poder político.
      A relação entre religião e política continua forte ate os dias atuais, muito embora o Estado brasileiro, entre outras democracias, se intitule laico. Muitas decisões no cenário político do país já foram – e continuam sendo – tomadas com base em fundamentos de cunho religioso.
      A utilização de argumentos religiosos nos discursos políticos mostra a confusão entre aquilo que se situa no campo do dogma e da moral, com o que é medida eficaz para uma sociedade plural e igualitária.
      A livre manifestação de crença, garantida pela constituição brasileira, é extremamente importante na medida que garante o direito natural do ser humano de liberdade, e a participação de grupos religiosos na política constitui medida de democracia e inclusão política. Porem e muito perigoso quando a participação se transforma na imposição de verdades absolutas e desrespeito em relação a outras religiões, como na decisão recente da Justiça Federal. No caso, foi definido que cultos afro-brasileiros, como candomblé e umbanda, não são religião, em resposta a uma ação do Ministério Público Federal (MPF) que pedia a retirada de vídeos de cultos evangélicos que foram considerados intolerantes e discriminatórios contra as práticas religiosas de matriz africana do YouTube.

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    16. RESPOSTA FINAL DA QUESTÃO 2:
      O Cristianismo, unida todas suas mais diversas vertentes, é a maior de todas as religiões no globo por número de praticantes. Sua preponderante influência é inegável uma vez que é uma das bases da Civilização Ocidental, que se expande pelo mundo levando consigo não só a fé cristã, mas também princípios nela baseados subjacentes aos costumes e normas difundidos nesse processo. Originárias de um ponto comum, os ensinamentos do próprio Cristo, o Cristianismo se desdobra no processo histórico em três principais vertentes: o Catolicismo, o Cristianismo Ortodoxo, e, posteriormente, o Protestantismo.
      O cerne da crença cristã se compõe pela fé no Deus perfeito e criador de tudo e de todos, pleno em bondade e misericórdia e em Jesus de Nazaré, habitante da Palestina à época do domínio romano, que, divinamente concebido por Maria, mulher pura, virgem e concebida sem pecado, foi enviado por Deus, seu Pai, para salvar a humanidade do pecado. É exatamente com base nesse ponto que podemos caracterizar alguém como cristão ou não: para os que creem, Jesus de Nazaré de fato foi o responsável pela remissão dos pecados dos homens e por abrir as portas do céu para a humanidade. Jesus, porém, não é um personagem exclusivo do cristianismo; teve ele também reconhecimento por outras tradições religiosas, para quais foi ele apenas mais um dos diversos profetas que pregavam conhecimentos sagrados na época, sem, porém, possuir origem divina; como ocorre no caso do Islamismo, que tem Jesus como um de seus principais profetas. Assim, o cristianismo é a religião dos que creem que Jesus Cristo é Filho de Deus, morto e ressuscitado, que se sacrificou pela salvação da humanidade. Para os cristãos, é Jesus o messias esperado pelos judeus, é o salvador; filho e pessoa de Deus, tal qual o Criador e o Espírito Santo, em uma trindade, ou seja, um só Deus composto por três entes: o Pai, o Filho e o Espírito Santo. A crença na Trindade Santa não é consenso entre todas as correntes cristãs, mas, por ser um elemento extremamente característico e influente na concepção geral da religião, merece ser elencado.
      Os cristãos têm como livro sagrado a Bíblia, seus ordenamentos constituem normas para a conduta daqueles que têm fé nos seus mandamentos. Os textos bíblicos são divididos em dois grandes grupos: textos anteriores à passagem do "Messias" nos meios terrenos, os quais estão reunidos no Antigo Testamento, e os textos posteriores à Sua presença e que narram acontecimentos e ensinamentos da vida deste, que foram agrupados no Novo Testamento. As religiões não cristãs adotam somente o Antigo Testamento, uma vez que eles não acreditam que Jesus Cristo foi de fato o Enviado de Deus. Nos evangelhos presentes no Novo Testamento estão praticamente tudo o que se sabe da vida de Jesus, suas pregações, ensinamentos, sacrifícios e sua morte e ressurreição.


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    17. CONTINUAÇÃO:
      O Cristianismo é fundamentado por dez mandamentos presentes na própria Bíblia Sagrada, herança esta do judaísmo, a tradição anterior que o baseia. Esses buscam regular os atos dos homens, definindo o que é bom e digno segundo as ideias religiosas e fundamentar a moral cristã. São eles: 1. Não terás outros deuses diante de mim. 2. Não farás para ti imagem de escultura, não te curvarás a elas, nem as servirás. 3. Não pronunciarás o nome do Senhor teu Deus em vão. 4. Lembra-te do dia do sábado para o santificar. Seis dias trabalharás, mas o sétimo dia é o sábado do seu Senhor teu Deus, não farás nenhuma obra. 5. Honra o teu pai e tua mãe. 6. Não matarás. 7. Não adulterarás. 8. Não furtarás. 9. Não dirás falso testemunho, não mentirás. 10. Não cobiçarás a mulher do próximo, nem a sua casa e seus bens.
      Mesmo presentes estes dez mandamentos listados, como fundamentação da moralidade cristã, esta derivada dos preceitos judaicos expostos no Antigo Testamento, há, com o advento de Cristo, um mandamento-síntese de toda a doutrina que é a expressão maior de tudo que propaga a moralidade e o resumo do que é prezado pela convicção cristão: “Amai a Deus sobre todas as coisas e ao teu próximo como a ti mesmo”. De maneira simples e direta a mensagem de fraternidade e acolhimento preconizada por Cristo alcançou grande sucesso, muito por isso se explica a difusão tão grande do cristianismo, que muito bem serviu ao momento histórico no qual se inseria.
      O cristianismo foi inicialmente muito perseguido, mas sua expansão foi tão grande que obrigou o Imperador Constantino a conceder a liberdade de culto aos cristãos em 313 e em 392 foi considerada a religião oficial do império romano. A partir de então a religião cristã foi ganhando muita força e a igreja tornou-se a instituição mais poderosa da Idade Média. De perseguidos a perseguidores a religião cristã foi usada como forma de dominação a medida que o clero pregava que aqueles que não seguissem sua palavra não estariam salvos. Assim aqueles que não eram seguidores do cristianismo ou não cumpria os ordenamentos do clero passaram a ser perseguidos como hereges bruxos e pecadores pela Inquisição, tribunal criado para que essa perseguição fosse feita
      A Inquisição foi utilizada mais tarde na Idade Moderna como ajuda para o processo de centralização do poder dos monarcas, que utilizaram deste tribunal para eliminar quem lhes fizesse oposição e conseguir mais financiamento para sua concentração de poder, no caso de perseguições a judeus, banqueiros, principalmente. Assim, princípios religiosos cristãos foram utilizados como justificativa para a aquisição de maior poder político. A relação entre religião e política continua forte até os dias atuais, muito embora o Estado brasileiro, entre outras democracias, se intitule laico. Muitas decisões no cenário político do país já foram – e continuam sendo – tomadas com base em fundamentos de cunho religioso. A utilização de argumentos religiosos nos discursos políticos mostra a confusão entre aquilo que se situa no campo do dogma e da moral, com o que é medida eficaz para uma sociedade plural e igualitária. A livre manifestação de crença, garantida pela constituição brasileira, é extremamente importante na medida em que garante o direito natural do ser humano de liberdade, e a participação de grupos religiosos na política constitui medida de democracia e inclusão política. Porém é muito perigoso quando a participação se transforma na imposição de verdades absolutas e desrespeito em relação a outras religiões, como na decisão recente da Justiça Federal. No caso, foi definido que cultos afro-brasileiros, como candomblé e umbanda, não são religiões, em resposta a uma ação do Ministério Público Federal (MPF) que pedia a retirada de vídeos de cultos evangélicos que foram considerados intolerantes e discriminatórios contra as práticas religiosas de matriz africana do YouTube.

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  6. Para melhor organização, as pessoas responsáveis pela questão 3 devem divulgar as suas ideias e seus apontamentos como "resposta" deste comentário.

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    1. Comecei aqui o texto da questão 3. De diferenças relevantes consegui encontrar somente as questões de Jesus e Maomé, da Santíssima Trindade e dos livros sagrados


      Apesar de haver semelhanças nas fés cristã e islâmica como a crença em um único deus (Jeová, no caso dos cristãos, e Alá, no dos muçulmanos), na vida após a morte como forma de pagamento de suas ações terrenas e no Juízo final, há sérios pontos divergentes entre essas religiões. Quanto a figura central de cada uma, por exemplo. Na visão cristãs, Jesus Cristo é o Messias dotado de natureza divina, sendo filho do próprio Deus, como visto no Evangelho de João e no livro dos Colossenses. Já para o Islã, ele é o segundo profeta mais importante da história, atrás somente de Maomé, a grande figura da religião islâmica, e não é possuidor de nenhum tipo de caráter divino.
      A religião islâmica também confronta outro pilar da fé cristã: a Santíssima Trindade. Para os adeptos do Islamismo, essa visão de um deus dividido em três seria uma afirmação de teor politeísta que vai contra o princípio de unidade de Alá. Há também divergências consideráveis quanto aos livros sagrados. A Bíblia, que no pensamento cristão seria a própria palavra divina - “A Escritura é inspirada por Deus e útil para o ensino, para a repreensão, para a correção e para a instrução na justiça, para que o homem de Deus seja apto e plenamente preparado para toda obra.” (2 Timóteo 3:16-17), não tem a mesma significação para os muçulmanos, que a consideram como “corrompida”, sendo que somente as partes que ela tem em comum com o Alcorão seriam válidas.

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    2. Para ler:
      http://i-epistemology.net/attachments/729_Ajiss20-3&4%20-%20Book%20Reviews%20-%20An%20Insiders%20Look%20at%20Muslim%20Life%20and%20Beliefs.pdf

      https://dwministries.org/docs/Islam_Unveiled.pdf

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    3. ta aqui o texto que o grupo fez:

      Cristianismo e Islamismo compartilham uma conexão histórica, tendo muitas coisas em comum. Ambas estão no grupo das religiões abrâamicas, tendo suas origens no Oriente Médio. As duas crenças compartilham também os mandamentos da importância de se amar a Deus e ao próximo, embora suas interpretações desses mandamentos sejam divergentes. Apesar das características em comum, Cristianismo e Islã também apresentam grandes divergências teológicas.
      A grande diferença teológica entre as duas crenças está na sua percepção de Deus. A concepção islâmica de Deus pode ser resumida em uma palavra: “tawhid”, o que significa unidade absoluta. Os muçulmanos acreditam que Deus é um, indivisível. Por essa razão, o grande alvo das críticas do Islamismo ao Cristianismo se tornou a doutrina da Trindade cristã. Por sua crença nessa doutrina que conceitua Deus como sendo três entidades simultaneamente, os cristãos são considerados politeístas pelos islâmicos.
      Os ensinamentos de Jesus Cristo são presentes nas duas religiões, porém entendidas de maneiras diferentes. Uma parte importante da teologia islâmica está no que os muçulmanos acreditam ser o evangelho original de Jesus, o “Injil”. Na percepção do Islã, Cristo é o último profeta enviado ao Povo de Israel, e de fato teria nascido miraculosamente da Virgem Maria, porém não acreditam em sua divindade ou no fato de que seria o Filho de Deus.
      A compreensão da Revelação também é distinta nas duas crenças. Enquanto o Cristianismo prega que Deus se revelou pra nos salvar e nos redimir, a Revelação no Islã não é vista como redenção ou salvação, mas sim como meio de nos guiar. Isso aconteceu de modo mediado na crença cristã: a Bíblia foi escrita por homens sob a inspiração divina, portanto submetida à ótica humana. Já o Alcorão representa, para os muçulmanos, a palavra direta de Deus, e se expressou através de Maomé, um instrumento passivo da Revelação.
      Também existem claras diferenças na estrutura da comunidade religiosa, ou seja, o que a Igreja representa para os cristãos e o que o “umma” representa para os muçulmanos. Ambos acreditam na importância do compartilhamento da fé, da vida em comunidade. Contudo, no “umma”, diferente das Igrejas cristãs, não existe hierarquia. Existe também uma grande busca por homogeneidade no Islamismo. Enquanto os cristãos buscaram expandir suas crenças se adequando as culturas locais o máximo possível, os muçulmanos tentaram manter um padrão. O Alcorão, por exemplo, é considerado por muitos um livro intraduzível, sendo possível lê-lo somente em árabe. Enquanto a oração e a adoração a Deus tem várias modalidades diferentes no Cristianismo, no Islamismo elas não apresentam diferenças significativas ao redor do mundo.
      http://www.answering-islam.org/Intro/comparison.html
      http://www.whyislam.org/submission/prophethood-in-islam/jesus-peace-be-upon-him/christianity-and-islam/
      http://www.cacp.org.br/cristianismo-x-islamismo/

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    4. Gabi, a Bettoni questionou (e eu concordo) sobre tal afirmação: "Enquanto os cristãos buscaram expandir suas crenças se adequando as culturas locais o máximo possível". Acreditamos que os cristãos não se adequaram às culturas, mas sim fizeram com que as culturas dominadas se adaptassem aos preceitos do Cristianismo. A religião, portanto, teria sido mais um meio de dominação do que de adequação da sua própria doutrina.
      O que você acha?

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    5. Pessoa, não seria interessante fazer um paralelo, como a Bella falou, sobre como as duas religiões influenciaram e influenciam a política e o Direito? Os outros grupos podem ajudar o grupo 3 nesse sentido também

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    6. boto fé, xovani :) vamos acertar isso

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    7. Não sei se teríamos espaço suficiente e o terceiro grupo da sala está responsável por uma questão que relaciona Estado e religião. Acredito que, devido a esse fato, não seria tão pertinente para a nossa questão fazer esse paralelo.

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    8. Concordo em partes, Giovani. É fato que algumas culturas sofreram a influência do Cristianismo, porém podemos dizer que o inverso também ocorreu. Do meu ponto de vista, o Cristianismo foi a religião que melhor soube se adaptar aos diferentes contextos, e esse aspecto permitiu que o alcance dos seus ensinamentos fosse ainda maior. Não podemos dizer, por exemplo, que as Teses de Lutero e a Reforma que ela trouxe foram influenciadas pela mentalidade capitalista vigorante no contexto e pelas necessidades da crescente burguesia? O próprio Natal é uma adaptação da religião. Comemora-se no dia 24 de Dezembro não por que essa é a data do nascimento de Cristo, mas sim pois essa era a data de uma celebração pagã, e através desse artifício, o Cristianismo visou conseguir mais seguidores.

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    9. Reis, confesso que não consigo perceber a influência da mentalidade capitalista na revolta de Lutero, pios o vejo como um monge insatisfeito com as condições religiosas da sua Igreja. Contudo, a reforma causada por ele é inevitável. Mas perceba: a igreja não adaptou as suas convicções dogmáticas em detrimento das críticas luteranas, mas sim intensificou os meios inquisitoriais parar frear o avanço do protestantismo( gostaria de debater mais sobre o assunto posteriormente!).
      Por fim, discordo da sua afirmação de que a Igreja conseguiu aumentar o alcance dos seus ensinamentos porque soube se adaptar. Vejo a Igreja Católica (instituição da qual sou praticante) muito mais como uma instituição dominadora e impositiva do que adaptável aos contextos culturais nos quais ela se instalou. Tanto que ela conseguiu manter uma unidade para todos os cantos do globo, pois não criou adaptações para cada povo "conquistado".

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    10. No lugar de "inevitável", leia "inegável".

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    11. Cristianismo e Islamismo compartilham uma conexão histórica, tendo muitas coisas em comum. Ambas estão no grupo das religiões abrâamicas, tendo suas origens no Oriente Médio. Crenças como a da existência de um único deus, na vida após a morte e no Juízo Final são algumas das mais relevantes semelhanças entre as duas fés. As duas crenças compartilham também os mandamentos da importância de se amar a Deus e ao próximo, embora suas interpretações desses mandamentos sejam divergentes. Apesar das características em comum, Cristianismo e Islã também apresentam grandes divergências teológicas.
      A grande diferença teológica entre as duas crenças está na sua percepção de Deus. A concepção islâmica de Deus pode ser resumida em uma palavra: “tawhid”, o que significa unidade absoluta. Os muçulmanos acreditam que Deus é um, indivisível. Por essa razão, o grande alvo das críticas do Islamismo ao Cristianismo se tornou a doutrina da Trindade cristã. Por sua crença nessa doutrina que conceitua Deus como sendo três entidades simultaneamente, os cristãos são considerados politeístas pelos islâmicos.
      Os ensinamentos de Jesus Cristo são presentes nas duas religiões, porém entendidas de maneiras diferentes. Uma parte importante da teologia islâmica está no que os muçulmanos acreditam ser o evangelho original de Jesus, o “Injil”. Na percepção do Islã, Cristo é o último profeta enviado ao Povo de Israel, e de fato teria nascido miraculosamente da Virgem Maria, porém não acreditam em seu caráter divino ou no fato de que seria o Filho de Deus.
      A compreensão da Revelação também é distinta nas duas crenças. Enquanto o Cristianismo prega que Deus se revelou pra nos salvar e nos redimir, a Revelação no Islã não é vista como redenção ou salvação, mas sim como meio de nos guiar. Isso aconteceu de modo mediado na crença cristã: a Bíblia foi escrita por homens sob a inspiração divina, portanto submetida à ótica humana. Já o Alcorão representa, para os muçulmanos, a palavra direta de Deus, e se expressou através de Maomé, um instrumento passivo da Revelação. Os muçulmanos, porém, não desconsideram
      Também existem claras diferenças na estrutura da comunidade religiosa, ou seja, o que a Igreja representa para os cristãos e o que o “umma” representa para os muçulmanos. Ambos acreditam na importância do compartilhamento da fé, da vida em comunidade. Contudo, no “umma”, diferente das Igrejas cristãs, não existe hierarquia. Existe também uma grande busca por homogeneidade no Islamismo. Enquanto os cristãos buscaram expandir suas crenças se adequando as culturas locais o máximo possível, os muçulmanos tentaram manter um padrão. O Alcorão, por exemplo, é considerado por muitos um livro intraduzível, sendo possível lê-lo somente em árabe. Enquanto a oração e a adoração a Deus tem várias modalidades diferentes no Cristianismo, no Islamismo elas não apresentam diferenças significativas ao redor do mundo.
      http://www.answering-islam.org/Intro/comparison.html
      http://www.whyislam.org/submission/prophethood-in-islam/jesus-peace-be-upon-him/christianity-and-islam/
      http://www.cacp.org.br/cristianismo-x-islamismo
      http://www.kol-shofar.org/estudos/104_ISLAMISMOvsCRISTIANISMO.pdf

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    12. fontes que eu usei
      Referências: http://educacao.uol.com.br/disciplinas/geografia/doutrina-bush-guerra-contra-o-terrorismo-e-o-eixo-do-mal.htm
      http://repositorio.ucp.pt/handle/10400.14/9283

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    13. Cristianismo e Islamismo compartilham uma conexão histórica, tendo muitas coisas em comum. Ambas estão no grupo das religiões abrâamicas, tendo suas origens no Oriente Médio. Crenças como a da existência de um único deus, na vida após a morte e no Juízo Final são algumas das mais relevantes semelhanças entre as duas fés. As duas crenças compartilham também os mandamentos da importância de se amar a Deus e ao próximo, embora suas interpretações desses mandamentos sejam divergentes. Apesar das características em comum, Cristianismo e Islã também apresentam grandes divergências teológicas.
      A grande diferença teológica entre as duas crenças está na sua percepção de Deus. A concepção islâmica de Deus pode ser resumida em uma palavra: “tawhid”, o que significa unidade absoluta. Os muçulmanos acreditam que Deus é um, indivisível. Por essa razão, o grande alvo das críticas do Islamismo ao Cristianismo se tornou a doutrina da Trindade cristã. Por sua crença nessa doutrina que conceitua Deus como sendo três entidades simultaneamente, os cristãos são considerados politeístas pelos islâmicos.
      Os ensinamentos de Jesus Cristo são presentes nas duas religiões, porém entendidas de maneiras diferentes. Uma parte importante da teologia islâmica está no que os muçulmanos acreditam ser o evangelho original de Jesus, o “Injil”. Na percepção do Islã, Cristo é o último profeta enviado ao Povo de Israel, e de fato teria nascido miraculosamente da Virgem Maria, porém não acreditam em seu caráter divino ou no fato de que seria o Filho de Deus.
      A compreensão da Revelação também é distinta nas duas crenças. Enquanto o Cristianismo prega que Deus se revelou pra nos salvar e nos redimir, a Revelação no Islã não é vista como redenção ou salvação, mas sim como meio de nos guiar. Isso aconteceu de modo mediado na crença cristã: a Bíblia foi escrita por homens sob a inspiração divina, portanto submetida à ótica humana. Já o Alcorão representa, para os muçulmanos, a palavra direta de Deus, e se expressou através de Maomé, um instrumento passivo da Revelação. Os muçulmanos, porém, não desconsideram a Bíblia completamente. Eles acreditam que, apesar de corrompido com o tempo, as partes do livro sagrado que se assemelham ao Alcorão são consideradas válidas.
      Também existem claras diferenças na estrutura da comunidade religiosa, ou seja, o que a Igreja representa para os cristãos e o que o “umma” representa para os muçulmanos. Ambos acreditam na importância do compartilhamento da fé, da vida em comunidade. Contudo, no “umma”, diferente das Igrejas cristãs, não existe hierarquia. Existe também uma grande busca por homogeneidade no Islamismo. Enquanto os cristãos buscaram expandir suas crenças se adequando as culturas locais o máximo possível, os muçulmanos tentaram manter um padrão. O Alcorão, por exemplo, é considerado por muitos um livro intraduzível, sendo possível lê-lo somente em árabe. Enquanto a oração e a adoração a Deus tem várias modalidades diferentes no Cristianismo, no Islamismo elas não apresentam diferenças significativas ao redor do mundo.
      http://www.answering-islam.org/Intro/comparison.html
      http://www.whyislam.org/submission/prophethood-in-islam/jesus-peace-be-upon-him/christianity-and-islam/
      http://www.cacp.org.br/cristianismo-x-islamismo
      http://www.kol-shofar.org/estudos/104_ISLAMISMOvsCRISTIANISMO.pdf

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  8. Vou citar aqui os fundamentos mais básicos da religião cristã, expondo sua essência.
    O princípio primeiro do cristianismo, sem dúvida alguma, é a crença de que Jesus Cristo é o messias, ou seja, foi enviado por Deus a fim de salvar a humanidade do pecado que a condenava. É exatamente com base nesse ponto que podemos caracterizar alguém como cristão ou não: para os que creem, Jesus de Nazaré de fato foi o responsável pela remissão dos pecados dos homens; para os descrentes, Ele foi apenas mais um dos diversos profetas que pregavam conhecimentos sagrados na época, sem, porém, possuir origem divina.
    Assim, o cristianismo é a religião dos que creem que Jesus Cristo é Filho de Deus, morto e ressuscitado. Filho de Deus e de Maria, Jesus nasceu em Belém, num dos últimos anos de vida de Herodes, o Grande, sendo imperador de Roma, César Augusto, 6 ou 7 anos antes da nossa era.
    A Bíblia é o livro sagrado dos Cristãos, mas é diferente da Bíblia dos judeus na medida em que contém o Antigo e o Novo Testamentos. O que diferencia os Testamentos é que o Velho Testamento descreve principalmente a aliança de Deus com o povo de Israel. Deus fez um pacto com esse povo, e esse pacto e todos os seus pormenores estão descritos em todo o Velho Testamento. Nele também vemos a indicação de Deus de um pacto ainda maior que alcançaria todas as nações através do Messias. Já o Novo Testamento é inaugurado com a vinda do Messias, Jesus Cristo. Nessa nova aliança vemos Cristo dando Sua vida para a salvação dos que crêem (tanto os do povo de Israel quanto as pessoas de outras nações) e inaugurando a igreja, que foi depois continuada pelos apóstolos. Vemos ainda no Novo Testamento a indicação clara da segunda vinda de Jesus Cristo para selar plenamente a “aliança”. Isso se dará através do fim dos tempos, do juízo final.
    Os cristãos acreditam num Deus único manifestado em três pessoas: Pai, Filho e Espírito Santo. Omnipotente e cheio de amor, enviou o Seu Filho Jesus. Este Jesus, o Cristo, é o Caminho, a Verdade e a Vida para Salvação dos homens. Sendo verdadeiramente Homem e verdadeiramente Deus, durante toda a Sua vida ensinou o caminho para o Pai. Crucificado, ressuscitou gloriosamente ao terceiro dia. Esta fé é professada no Credo.
    Em conclusão, a religião cristã professa que a conduta humana deve se moldar de acordo com os ensinamentos de Jesus Cristo, uma vez que Ele é a representação direta da vontade de Deus.

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    1. fontes:
      http://www.esbocandoideias.com/2011/08/o-que-significa-velho-testamento-e-novo-testamento.html

      http://religioes.home.sapo.pt/cristianismo.htm

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