GRUPO 1 - TURMA A
MEMBROS:
AMANDA ANANIAS
ANA ELISA ALBUQUERQUE
ANA LUIZA FIGUEIREDO
ANA LUIZA ABREU
ANDRE ROCHA
ANDRE SIMOES
ANNA BEATRIZ MOURA
ARTHUR QUEIROZ
BARBARA MIRANDA
BIANCA LIMA
BRUNA PRATES
BRUNA BATISTA
CAIO CHAVES
CAROLINA PINTO
CAROLINA PEREIRA
CAROLINA SALES
CLARA SILVA
QUESTÕES:
MEMBROS:
AMANDA ANANIAS
ANA ELISA ALBUQUERQUE
ANA LUIZA FIGUEIREDO
ANA LUIZA ABREU
ANDRE ROCHA
ANDRE SIMOES
ANNA BEATRIZ MOURA
ARTHUR QUEIROZ
BARBARA MIRANDA
BIANCA LIMA
BRUNA PRATES
BRUNA BATISTA
CAIO CHAVES
CAROLINA PINTO
CAROLINA PEREIRA
CAROLINA SALES
CLARA SILVA
QUESTÕES:
Quais são os fundamentos ou princípios da religião islâmica?
Quais são os fundamentos ou princípios da religião cristã?
Quais são as diferenças entre os fundamentos da religião islâmica e os da religião cristã?
O DOCUMENTO FINAL COM ATÉ 3 PÁGINAS DEVE SER ENVIADO POR EMAIL (mmramos@ufmg.br) ATÉ O DIA 20/05 ÀS 19:00.
Usem o espaço de comentários abaixo para trabalhar em conjunto e desenvolver o texto.
O DOCUMENTO FINAL COM ATÉ 3 PÁGINAS DEVE SER ENVIADO POR EMAIL (mmramos@ufmg.br) ATÉ O DIA 20/05 ÀS 19:00.
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Oi gente, então, como poderemos dividir as tarefas? Estive pensando e acho que se dividirmos nossos grupos em 3 subgrupos de 6/6/5 pessoas, cada um responsável por uma pergunta, facilitaremos tanto a realização do trabalho como a discussão. Depois de dividido a cada grupo pode ir postando aqui um direcionamento do que está sendo discutido, de forma que todos possam opinar! Se alguém tiver outra ideia melhor poste aqui para que possamos resolver o que faremos e iniciar o trabalho!
ResponderExcluirOi gente! Encontrei um livro muito bom que trata do nosso tema de forma geral. Ele explica o surgimento do islamismo, suas semelhanças e divergências com cristianismo e judaísmo, além de dar uma boa noção de quais são os fundamentos da religião. O livro é em inglês (o autor se chama Peter Demand) e baixei neste link: http://bookzz.org/book/652675/af3e7f
ResponderExcluirAs páginas que eu acredito que merecem destaque vão da 33 a 39. Acho importante todo mundo ir colocando os artigos ou livros que encontrarem por aqui, assim teremos mais conteúdo para trabalhar!
Este comentário foi removido pelo autor.
ResponderExcluirQuero indicar esse site sobre o Islã: http://www.imamshirazi.com/portuguesebooks.html.
ResponderExcluirNa aba "Livros Online" estão livros do Imam Muhammad Shirazi. Ele é considerado um Shia Marja, uma Autoridade Religiosa do mundo islâmico, e também um grande pensador político. Os livros estão em Português e tratam de uma série de assuntos ligados ao Islã, os que mais achei válidos para a nossa pesquisa são: A Bíblia e o Cristianismo - Uma perspectiva islâmica (http://www.imamshirazi.com/port-Bible_Christianity_portuguese_13x19.pdf) e Fundamentos do Islã (http://www.imamshirazi.com/port-fundamentosdoislamlivro.pdf)
Bruna,
ExcluirEu posso pesquisar nessa fonte que vc passou? Ou vc já tirou dela tudo que tem de interessante?
Oi gente, sugiro que cada sub grupo dentro do grupo grande entre em contato com os outros grupos no momento de fazer a conclusão, de modo que possamos juntar os textos menores. Além disso, indico alguns sites sobre o cristianismo:
ResponderExcluirhttp://books.google.com.br/books?hl=pt-BR&lr=lang_pt&id=te5L7wRFQ58C&oi=fnd&pg=PA6&dq=%22cristianismo%22&ots=lxAc-JCNnu&sig=JEResAneI3UjiRwx6Rk_vJTVCiw#v=onepage&q=%22cristianismo%22&f=false
http://books.google.com.br/books?hl=pt-BR&lr=lang_pt&id=wFIdAUX4Kh8C&oi=fnd&pg=PA7&dq=%22cristianismo%22&ots=eORkA6t1ui&sig=Nuz223ZlsL0ta7JbpvZI6VtCRfc#v=onepage&q=%22cristianismo%22&f=false
http://www.periodicos.est.edu.br/index.php/estudos_teologicos/article/view/699/633
Gente, quem souber a divisão certinha de todos os integrantes e o assunto de cada sub-grupo podia colocar aqui pra ficar mais fácil e organizado. Obrigado.
ResponderExcluirPesquisei no Portal CAPES e achei um texto muito bom que aborda o tema, com explicações sobre o surgimento do islamismo e seus fundamentos de forma clara e completa. Segue o link:
ResponderExcluirTítulo: O monoteísmo islâmico
Fonte: Revista Espaço Acadêmico [1519-6186] Da Silva, Antonio yr:2010 vol:10 iss:115 pg:125
http://periodicos.uem.br/ojs/index.php/EspacoAcademico/article/view/11893
Esse outro texto mostra os fundamentos também de forma detalhada e fala das tendências teológicas e doutrinais que é uma parte que considero importante para o trabalho.
Excluirhttps://sites.google.com/site/arquivoecolar/home/fundamentos-do-isla
Fiz um resumo dos textos já lidos explicando a história e os fundamentos, separados em tópicos.
ResponderExcluirHistória do Islamismo
Nas décadas então recentes a tribo de Maomé, a quraysh, enriquecera no comércio com os países vizinhos. Meca se tornara uma próspera cidade mercantil, mas, na corrida agressiva para a riqueza, alguns dos antigos valores tribais tinham se perdido. Em vez de cuidar dos membros mais fracos da tribo, como prescrevia o código nômade, os coraixitas empenhavam-se em ganhar dinheiro às custas de alguns grupos familiares, ou clãs, mais pobres.
Alguns chegavam a acreditar que o Deus supremo de seu panteão, Alá era a divindade que judeus e cristãos veneravam, mas acreditavam também que essa divindade não enviara aos árabes nenhum profeta nem nenhum livro sagrado em língua arábica. Por toda a Arábia, as tribos lutavam umas contra as outras, num ciclo assassino de vingança.
Mas isso mudou na noite do dia 17 do Ramadã. “Maomé, ao acordar, ouviu as primeiras palavras de um novo livro sagrado árabe que saíam de seus próprios lábios”. Deus havia se revelado a Maomé e o povo árabe ganhou seu Profeta e também o livro sagrado em língua árabe.
Há determinadas circunstâncias históricas que favorecem e produzem as condições para o surgimento do monoteísmo islâmico. Em lugar das tribos em permanente luta entre si, e das lealdades devidas a elas, a idéia de que os árabes constituem um povo, uma comunidade, a ummah; em lugar da ética mercantil, o fortalecimento dos valores opostos ao orgulho e ao egoísmo e favoráveis aos pobres e desvalidos da ummah.
Maomé começa a pregar para a esposa e amigos. A elite comercial de maca se irrita, pois como Maomé ele combatia o politeísmo, prejudicando o turismo religioso. Maomé então fugiu da cidade com seus seguidores e foi para Iatreb que então passou a ser chamada de Al-medina. Essa fuga de Maomé ficou conhecida como hégira ou migração e marca o início do calendário muçulmano. Em Medina, Maomé organizou seu exército e fortaleceu seu grupo. Ele conquistou Meca e se tornou então além de líder religioso, líder político e militar. Maomé peregrinou a Meca antes de morrer, lugar dedicado posteriormente ao Deus único (Alá).
O sucesso militar de Maomé mostrava aos outros que seu Deus estava com ele, e que os deuses pagãos não eram eficazes. Maomé conseguiu superar a rivalidade tribal, garantindo os mesmos direitos e deveres a todos que faziam parte da ummah, sob o mesmo Deus e a mesma fé e então conseguiu reunir os árabes através da religião.
Os fundamentos do Islamismo
ResponderExcluir“O fundamento do Islã é o conhecimento e a crença em Deus. O supremo Senhor dos Mundos, o Criador, é Allãh (Deus) e “... diz: Ele é o Deus único, o Absoluto, ser que não gerou ou foi gerado; e não há nada que se Lhe assemelhe” (Corão CXII, 1 a 4).
“A palavra Islã é derivada da mesma raiz árabe donde se origina “paz”, “pureza”, “submissão”, “obediência”. Em seu sentido mais imediatamente religioso a palavra
Islã significa submissão e obediência a Deus, à Sua Vontade e à Sua Lei”. BARTHOLO; CAMPOS, 1990, p. 17-18)
- Crença em um Deus único e a submissão e obediência ao mesmo. Isso não difere dos demais monoteísmos, mas no islamismo existem alguns preceitos a serem seguidos:
- “Islam (submissão) é testemunhar que não há divindade que não Deus e que Muhammad é Mensageiro de Deus, realizar a prece, dar as esmolas, jejuar no Ramadã, e fazer, se possível, a peregrinação à Casa Santa” (Hadith do Profeta
Muhammad, sobre ele a benção e a paz).
- Duplo testemunho de fé: Não há outra divindade além de Alá e a veneração do profeta Maomé, que é visto como o enviado, o porta-voz de Alá.
- Prece canônica repetida cinco vezes ao dia (salãt): Os crentes são chamados pelo muezzin (líder da mesquita) para recitarem a partir da torre da mesquita. O que acontece na recitação é uma veneração do crente a Deus, representando a sua submissão incondicional a ele.
- Jejum do Ramadã (siyãm, swan): O Ramadã é o mês de jejum, que para eles representa uma espécie de purificação diante de seu Deus e um exercício de disciplina para a alma, bem como de autodomínio. Os fiéis se abstêm de sexo, comida e bebida. Além desses significados o Ramadã traz um sentimento de fraternidade e igualdade entre os muçulmanos pelo menos perante a religião, perante Deus, pois tanto os pobres quanto os ricos, tem o dever de praticar o jejum nessa época do ano.
-O dízimo (zakãt) – Imposto de esmola: É a caridade com os mais pobres, com as obras sociais. É pare eles um símbolo de solidariedade entre os fiéis.
- A peregrinação (hajj): Os fiéis com saúde e que disponham de recursos devem peregrinar à Meca pelo menos uma vez na vida. Isso é essencial para eles, pois milhares de muçulmanos se reúnem em Meca e compartilham a mesma experiência espiritual, além de presenciar vários ritos que fortalecem sua fé.
- A guerra santa (jihad) depende das circunstâncias: Pode ser mal vista, como um meio de imposição perante os infiéis e alguns extremistas se consideram no direito de fazê-lo. Mas a imagem que a imprensa ocidental faz do islamismo pode causar sua incompreensão do real significado da guerra santa. A guerra para eles é um meio de retirar a ameaça do equilíbrio da ordem divina posta pelo inimigo. Para eles significa a “luta no caminho de Deus, contra as forças do mal, com vida e riqueza, de forma a fazer o Caminho de Deus prevalecer na Terra, e não lutar por qualquer coisa mundana”. Mas deve-se tomar cuidado, pois essa mesma guerra que tem por objetivo fazer o Caminho de Deus prevalecer na Terra, pode ser usada para oprimir pessoas que não possuem as mesmas crenças religiosas que eles (muçulmanos), ou seja, pode configurar-se em intolerância religiosa. Esta tratada até agora é a denominada jihad externa. Existe a jihad interna que é uma ação que ocorre no interior do homem para que ele consiga distinguir o certo e o errado das coisas que se colocam em sua vida e que desenvolva o amor pelo bem, com o intuito da salvação individual.
- A ablução é uma condição para a prece (wudhu ou ghusl): A ablução é um rito de purificação, com símbolos, atos e significados variados. É obrigatória entes de cada oração.
Parte que não coube:
ExcluirShadad Conversão ao Islamismo, onde a pessoas que está a se converter afirma que Alá é o único Deus e que Maomé é seu mensageiro.
Os muçulmanos afirmam mais incisivamente que cristãos e judeus, a grandeza do Deus diante do ser humano e a obediência a ele deve ser, portanto absoluta.
Os muçulmanos delegam grande fé em seu profeta. Para eles ele é o modelo máximo de conduta e aos olhos deles, o profeta é o mensageiro de Deus e o que ele diz, depois do Corão é a maior fonte de sua tradição. Há uma grande dificuldade por parte do Ocidente de ver esse líder com todo esse esplendor espiritual, pois ele é visto também como político de grande capacidade e poder oratório e, além disso, um líder militar. Diferentemente de Jesus, por exemplo, Maomé casou-se, constituiu família, foi pai, governou e foi juiz na ummah (a comunidade islâmica). Ou seja, não se privou de uma vida humana comum. Por isso dificilmente, é visto pelo ocidente, como um grande elemento de fé da forma que os muçulmanos o veem pela não identificação com a vida do profeta em seus diversos fatores.
Outro elemento da religião islâmica é a ligação entre a religião e a política. Essa religião já nasce unida com a política. O líder religioso também é o líder político e isso não tende a mudar, como pode ser observado até hoje nos países de tradição muçulmana.
Os islâmicos acreditam em anjos e em profetas como por exemplo, Abraão ou Ibraim, Moisés ou Musa, Davi ou Dawu, Jesus ou Isa. Maomé seria o último desses profetas.
Para os muçulmanos, haverá um julgamento final em algum dia. Existe predestinação (Alá já decidiu o que vai acontecer, mas isso não impede que os seres humanos continuem tomando decisões).
Segundo a crença, Deus é onisciente, onipotente, onipresente e não tem forma. Não pode ser visto ouvido, não tem sexo.
O ser humano pode se aproximar de Deus por meio de orações e recitação do Corão. Para os islâmicos, Deus não tem filho ou parentes, e não há outro deus superior a Alá.
Mesquita
Do lado de fora de cada mesquita ou até mesmo na entrada do prédio existe um lugar onde devem ser depositados os calçados dos fiéis. Há mesquitas que oferecem possibilidade de banho antes das orações. Todos se sentam no chão porque diante de alá, todos têm o mesmo status.
As mulheres podem assistir às orações nas mesquitas, mas têm que sentar separadas dos homens para não lhes causar nenhuma distração. O mais comum é que as mulheres rezem em casa.
Para orientar os fiéis, uma coluna em uma das paredes, o mihrab, aponta para a direção de Meca.
Fontes
Título: O monoteísmo islâmico
Fonte: Revista Espaço Acadêmico [1519-6186] Da Silva, Antonio yr:2010 vol:10 iss:115 pg:125
http://periodicos.uem.br/ojs/index.php/EspacoAcademico/article/view/11893
http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2003/030412_islamismobases.shtml
O islamismo tem muitos fundamentos, como você mostrou André, mas existem cinco considerados principais, que são:
Excluir1. A Unicidade (Tawhid) do Ser Supremo e Criador de todas
as coisas.
2. A Justiça do Ser Supremo (Adl)
3. A Profecia (Nubuwwah)
4. A Liderança da Humanidade (Imamah)
5. A Ressurreição (Me’ad)
Eu acho que ficaria melhor se esses cinco ficassem em evidência. No seu texto você fala sobre eles André, mas acho que ficaria melhor se eles fossem apontados com um destaque maior. Não quero restringir os fundamentos apenas a esses cinco, porque concordo também que temos que falar, por exemplo, da jihad e o Ramadã que são muito importantes para os muçulmanos.
Você concorda André? Ou tem outra ideia?
Acho que tem que falar deles sim. Se puder, faz um texto explicando esses termos pra juntar com o que eu já fiz. Um paragrafo de cada acho q dá. Só pra entender a ideia geral de cada um mesmo. Ai fica mais completo. Valeu por lembrar !
ExcluirAqui André, dei uma pesquisada bem básica pra ajudar. Além desses cinco acho que os mais importantes são aqueles da fé que são:
ExcluirProfessar e aceitar o credo (Chahada ou Shahada);
Orar cinco vezes ao longo do dia (Salá, Salat ou Salah);
Pagar dádivas rituais (Zakat ou Zakah);
Observar as obrigações do Ramadão (Saum ou Siyam);
Fazer a peregrinação a Meca (Hajj ou Haj).
eu retirei desse livro se você quiser dar uma olhada: http://www.imamshirazi.com/port-fundamentosdoislamlivro.pdf e tem esse daqui também http://www.mesquitadobras.org.br/arquivos/file/livros/pdf/Texto%20livro%201.pdf
Vou pesquisar aqui pra ver se encontro mais fontes pra ajudar.
1. A Unicidade (Tawhid) do Ser Supremo e Criador de todas as coisas.
A unicidade trata-se da convicção de que Deus é supremo, uno, ímpar e eterno. É Deus como criador do universo e ninguém está associado a Ele, isto é, ele não possui parceiro semelhante, ele é a origem da criação, a razão das razões e o motivo dos inícios.
“Seu comando é de tal maneira que quando Ele deseja algo, Ele diz: ‘Seja’, e é” – Alcorão Sagrado, Ya Sin (36): 82
Este é o principal fundamento do islamismo: a crença num Deus único e submissão e obediência ao mesmo.
2. A Justiça do Ser Supremo (Adl)
Isso significa que Allah não comete nenhuma injustiça contra ninguém e não faz nada que seja contrário à sabedoria. Portanto, tudo o que Ele criou, qualquer quantidade de sustento que Ele tenha dispensado a alguém ou qualquer coisa que Ele tenha deixado de dar a alguém são tudo baseado na sabedoria e tem a sua razão de ser, mesmo que nós ignoremos as suas razões. Isso é exatamente como quando um médico prescreve um determinado remédio para o seu paciente, o qual nós consideramos bom e útil, apesar de não conhecermos todas as evidências de sua utilidade. Se em algum momento nós constatarmos que Allah concedeu riqueza a alguém e não fez o mesmo para com outrem ou que Ele fez com que alguém adoecesse e manteve um outro saudável etc., nós precisamos acreditar que todos esses casos estão baseados na sabedoria e no conhecimento de Allah, mesmo que nós não estivermos cientes da sabedoria de tais decisões.
3. A Profecia (Nubuwwah)
Um Profeta é uma pessoa que recebe revelações divinas. Os profetas são de dois tipos de status:
(1) Os Profetas Mursal
Estes são aqueles profetas que são incumbidos de guiar as pessoas das trevas para a luz, da falsidade para a verdade, dos mitos e superstições para a realidade e da ignorância para o conhecimento.
(2) Os Profetas não-Mursal
Estes são aqueles profetas que receberam revelações divinas apenas para si próprios e que não receberam ordens para pregar tais revelações às pessoas. No total, eles somam 124.000 profetas, mas os Mursal dentre eles foram muito poucos.
O primeiro deles foi o Profeta Adão e o último foi o Profeta Muhammad.
4. A Liderança da Humanidade (Imamah)
Assim como Allah, o Altíssimo, nomeou Seus mensageiros para a orientação da humanidade, Ele também nomeou representantes e sucessores dos profetas por força da necessidade. Allah, o Altíssimo, apontou doze personalidades distintas, um após o outro, como sucessores do Profeta Sagrado do Islam.
5. A Ressurreição (Me’ad)
Ressurreição significa que Allah, o Altíssimo, um dia trará de volta à vida todos os mortos para que cada indivíduo se depare com os resultados dos seus atos, sejam eles bons ou maus. Aqueles que estão orando, jejuando, falando a verdade, mantendo a sinceridade, dando abrigo aos órfãos e alimentando os necessitados etc., serão admitidos no Paraíso, onde correm os rios, e desfrutarão da misericórdia de Allah e de todos os prazeres que existem naquele lugar. Entretanto, aqueles que descreram, praticaram o mal, que diziam mentiras, violavam os seus pactos, cometeram assassinato, roubaram a propriedade alheia, praticaram adultério ou consumiram substâncias tóxicas etc., irão para o Inferno para sofrerem eternamente todos os tormentos que nele há.
mais uma fonte André, só apertar f3 e pesquisar 'fundamentos': http://artigocientifico.uol.com.br/uploads/artc_1345818368_47.pdf
ExcluirEsses já tem no resumo que fiz:
ExcluirOrar cinco vezes ao longo do dia (Salá, Salat ou Salah);
Pagar dádivas rituais (Zakat ou Zakah);
Fazer a peregrinação a Meca (Hajj ou Haj).
Os outros dois vou pesquisar nas fontes que vc indicou. Obriagado
Gente, encontrei um livro muito interessante, de um professor de história da Igreja da Universidade de Oxford. A versão está em inglês e o título do livro é: "A History of Christianity: The First Three Thousand Years". Ele começa a análise do cristianismo pela importância dos gregos nos fundamentos dessa religião (Evangelho de João: "No inicio, era o Verbo").
ResponderExcluirTem o link aí Arthur?
ExcluirDesculpa a demora, Bruna! O link é o seguinte:
Excluirhttp://books.google.com.br/books?id=yaU-cpc8sWgC&printsec=frontcover&dq=christian+history&hl=pt-BR&sa=X&ei=f8F4U_rkC7SzsQTEtoEI&ved=0CFUQ6AEwBQ#v=onepage&q=christian%20history&f=false
O autor do livro é o Professor Diarmaid MacCulloch
ExcluirA Carol Pereira fez esse quadro aqui comparando o cristianismo e o islamismo: https://scontent-a.xx.fbcdn.net/hphotos-ash3/t1.0-9/10401909_695233927209405_5577616320953925431_n.jpg
ResponderExcluirAchei importante citar, além das diferenças, as diversas semelhanças que o islamismo tem com as outras religiões monoteístas (judaísmo e cristianismo). De acordo com o que pesquisei sobre o tema, elaborei um esboço que aborda algumas dessas semelhanças e diferenças:
ResponderExcluirO Islamismo tem muito em comum com o Judaísmo e o Cristianismo: a crença em um único Deus verdadeiro, uma única vida como oportunidade de ganhar ou perder a salvação, um Deus “descendo” aos seres humanos que são fracos demais para alcançá-lo pelas suas próprias forças, além de, assim como as outras duas grandes religiões monoteístas, demandar um determinado comportamento ético.
O Deus dessas três religiões é eterno, onisciente e onipresente; no Dia do Juízo, Ele irá conduzir os bons para o paraíso e os pecadores para o inferno. Entretanto, há uma série de elementos que diferenciam o Islamismo das outras crenças.
A distância entre o Criador e o homem é maior: Deus deve receber absoluta obediência. A unidade de Deus é enfatizada: shirk – dar “parceiros”/“sócios” a Deus – é o pior pecado, logo, não há Trindade nem espíritos nem santos. Também não há uma figura como Cristo, que faz a mediação entre o homem e Deus, o que faz a Palavra ter tanta importância – o que explica a centralidade do Alcorão. O Islamismo penetra em todas as esferas da vida: compreende a religião, a comunidade e o estilo de vida.
Dessas diferenças decorre uma série de consequências:
• Um sistema jurídico-religioso determina regras de comportamento (a Shari’a).
• Não há diferenciação entre religião e política, já que não existe uma esfera da vida humana que não esteja sob o controle de Deus - tal confusão nessas esferas não é vista com maus olhos, pois há o consenso que isso reflete a vontade de Deus.
• Não há Igreja ou clero - já que não há mediação entre Deus e o homem - e todos os fiéis são iguais.
• Há a “guerra santa”, que significa lutar para defender o Islã, assumindo total comprometimento de conduzir sua vida de acordo com os preceitos de Deus, levando a Palavra de Deus para o mundo, propagando a verdadeira religião – os esforços para converter os infiéis não descartam a possibilidade do uso da violência (Lesser Jihad).
Os anjos não seriam parceiros/sócios de Deus não? Nesse caso, o critério da unidade de Deus enquanto algo que distingue o islamismo das outras religiões seria um pouco falho. O que vocês acham?
ExcluirEu encontrei uma resposta. De fato, os islâmicos acreditam na existência dos anjos, assim como os judeus e os cristãos, porém eles se distinguem por condenar a adoração aos anjos.
ExcluirAchei interessante estabelecer a relação entre o pensamento grego e a fé cristã. Deem uma olhada depois:
ResponderExcluirO pensamento grego norteou os fundamentos do cristianismo. Encontra-se no Evangelho de João uma importante passagem para a compreensão dessa relação entre os gregos e os cristãos: “Ἐν ἀρχῇ ἦν ὁ Λόγος, καὶ ὁ Λόγος ἦν πρὸς τὸν Θεόν, καὶ Θεὸς ἦν ὁ Λόγο” (“No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus”). Em grego, palavra/ verbo é “lógos” (Λόγος), que se define, também, como razão.
Na Grécia Antiga, a passagem do thesmos ao nómos representou a mudança do homem, que antes se entregava cegamente à fé. Essa transição tornou o homem apto a criar as próprias leis para se organizar em sociedade, o que abriu espaço para a crise/ questionamento. Os sofistas percebiam a instabilidade das leis humanas e passaram a criticar o modelo de democracia de Atenas. Então Platão e Aristóteles, reconhecendo a fraqueza das leis humanas, a sua variabilidade e instabilidade, passaram a cultivar um modo de conhecimento sustentado pela razão, com o fito de alcançar uma verdade eterna/imutável.
A razão, ou “lógos” para os gregos, conduziria o homem à verdade das coisas. Percebe-se aí porque João, em seu Evangelho, refere-se a Deus como sendo o “Lógos”, porque Deus é a Verdade, eterna, imutável, inquestionável. Completa essa passagem uma outra, também do Evangelho de João, em que Jesus diz: “Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida”. Jesus, por meio de Quem se vai ao Pai, não só diz a Verdade, como também é a própria Verdade; é o “logos” de que trata João já no início de seu Evangelho.
Serviu de base também para os Evangelhos da Bíblia a compreensão de justiça pelos gregos. Para o Apóstolo Paulo, por exemplo, embora a justiça fosse uma grande virtude, a caridade era superior a ela. Na Carta de São Paulo aos Coríntios, diz o Apóstolo: “Se eu falar as línguas dos anjos; se tiver o dom de profecia, e penetrar todos os mistérios; se tiver toda a fé possível, a ponto de transportar montanhas, mas não tiver caridade, nada sou. Entre essas três virtudes: a fé, a esperança e a caridade, a mais excelente é a caridade”.
A partir da caridade pregada por Cristo e confiada a seus Apóstolos para que eles disseminassem seu cultivo a todas as nações, a humanidade, aos poucos, alterou um costume antigo e arraigado em muitas das sociedades da Antiguidade de desprezar as minorias e os oprimidos. A compaixão de Jesus pelo pobre, pelo deficiente, pela mulher pecadora e por tantas outras vítimas de preconceito e exclusão da sua época fizeram com que o mundo cristão passasse a valorizar a caridade, como a virtude por excelência pregada pelo próprio Deus. Constitui, pois, a caridade, como grande fundamento da fé cristã.
Achei interessante também um artigo de Bruno Miranda Zétola, intitulado "DA ANTIGUIDADE AO MEDIEVO: O CRISTIANISMO E A ELABORAÇÃO DE UM NOVO MODELO CARITATIVO". O autor se propõe a analisar a questão da caridade (um dos fundamentos do cristianismo) e da pobreza (entendida sob o ponto de vista da humildade, e não necessariamente da pobreza material).
ExcluirEncontrei um livro muito interessante de KARL KAUTSKY - ORÍGENES Y FUNDAMENTOS DEL CRISTIANISMO sobre os fundamentos cristãos também, que aborda princípios de um cristianismo chamado de "primitivo", que concerne a organização cristã em sua origem. O livro traz alguns princípios um tanto destoantes ao compararmo-los com a prática cristã atual, tais como o caráter proletário, o ódio a classe, a natureza comunista, o desprezo ao trabalho e aos laços familiares tradicionais.
ExcluirAchei um material na Biblioteca da Vestusta com o nome "Antropologia, religiões e valores cristãos". Vou dar uma olhada amanhã e posto aqui o que achar mais relevante.
ResponderExcluirGente, acho importante que nosso texto demonstre o erro em se reduzir o Islamismo ao fundamentalismo. Quando fui procurar fontes para o trabalho - e as que escolhi depois são praticamente as mesmas citadas pelo André -, encontrei alguns sites não acadêmicos que discutiam o Islã focando basicamente nos traços extremistas de alguns grupos. Entretanto, todos nós sabemos que o fundamentalismo não é uma particularidade islâmica, e que práticas extremistas são evidentes também em outras religiões. No Cristianismo, então, a existência delas é incontestável. Acho que isso precisa ficar bem claro no trabalho.
ResponderExcluirBárbara, essa foi uma das questões que abordamos ao concluir o trabalho. Meu subgrupo ficou com a três e nos dedicamos a finalizar o texto, tratando desse aspecto.
ExcluirEu acho que, já que o subgrupo da Bruna abordou esse tema, talvez não seja necessário que nós abordemos também. O que vocês acham?
ExcluirTambém acho que não é necessário. A conclusão que nós fizemos aborda o relativismo cultural e a visão deturpada que a sociedade tem do islamismo, e acho que o texto fica melhor estruturado se essa questão entrar no final.
ExcluirOk, Bruna! A gente deixa essa parte pra vocês então!
Excluirgente, achei mais algumas fontes, essas aqui sobre o papel da mulher na sociedade islâmica
ResponderExcluirhttp://www.naya.org.ar/religion/XJornadas/pdf/7/7-Espinola.PDF
http://www.mesquitadobras.org.br/arquivos/file/livros/pdf/3_Os%20direitos%20das%20mulheres%20no%20Islam.pdf
Pessoal,
ResponderExcluirNeste site, tem vários artigos a respeito do Islamismo. Tem um grupo de artigos inclusive intitulado "religião comparada", que vai ser útil pra quem está encarregado da terceira pergunta.
http://www.islamreligion.com/pt/
Dêem um olhada nesse diálogo. http://www.islamreligion.com/pt/articles/3280/
ExcluirEle é um pouco informal, mas ajuda a entender a visão que os muçulmanos tem do cristianismo!
A crença islâmica é clara, simples, indo ao encontro da Fitra (significa o conhecimento e o estado que é inato ao ser humano); é uma crença intermediária entre o exagero daqueles que acabam criando outras divindades que os aproximem de Deus e aqueles que negam a existência de Deus; é uma crença que não aceita acréscimos e nem que se retire algo dela; ela não aceita ser imposta, devendo ser fruto de análise e da observação, daí Deus em várias passagens do Alcorão se dirigir às pessoas dizendo: "Acaso não raciocinam." "Acaso não meditam." A crença no Islam se resume em seis pilares que se complementam, o que significa que aquele que nega um desses pilares não é muçulmano.
ResponderExcluirOs seis Pilares da Fé para os muçulmanos são:
- Fé em Deus Único;
- Fé nos Anjos;
- Fé nos Livros Sagrados;
- Fé nos Profetas;
- Fé na Predestinação;
- Fé na Ressurreição e no Juízo Final.
Fé em Deus Único
ExcluirOs islâmicos acreditam que Deus criou, mantém e é o Senhor de tudo e de todos; é o Único a quem devemos adorar e a quem devemos dirigir nossas súplicas, sem que haja intermediários entre os homens e Ele. A Deus pertence todos os nomes e atributos da perfeição, por isso devemos nos submeter totalmente a Ele. Esta crença representa a carta de alforria do homem em relação a toda a sorte de humilhação, pois ele entende que a única superioridade que existe é a Deus e que, consequentemente, todas as criaturas são iguais, por isso ele não deixará humilhar por ninguém e não abaixará a cabeça para ninguém, exceto para o Criador.
Fé nos Anjos
Para os islâmicos, sendo Deus invisível à percepção física, era necessário haver algum meio de contato entre o homem e Ele; do contrário, não seria possível seguir a vontade divina. O verdadeiro Muçulmano crê nos Anjos de Deus, estes são seres esplêndidos e puramente espirituais, cuja natureza não necessita de alimento, bebida ou sono. Eles passam o dia e a noite ao serviço de Deus, são numerosos, e cada um deles tem o seu cargo e um certo dever, se nós não podemos ver os Anjos a olho nu, isso não nega a existência e a realidade deles. A crença nos Anjos deriva do principio Islâmico que diz que ''o conhecimento e a verdade não se limitam só ao conhecimento sensorial ou à percepção sensorial.''
De acordo com o Alcorão, o mensageiro celestial que trouxe as revelações para o Profeta Muhammad, chama-se Gabriel. O Profeta Muhammad, proibiu os muçulmanos de adorarem os anjos ou associá-los com Deus na Sua divindade, e ao mesmo tempo nos informou que eles são considerados como criaturas de Deus.
Fé nos Livros Sagrados
ExcluirPara uma parte dos muçulmanos, Deus revelou os Livros aos seus Profetas antes de Muhammad e estes Livros foram enviados para a Terra do mesmo modo que Ele enviou o Alcorão à Muhammad. São exemplos destes livros: os Livros de Abraão, a Tora de Moisés, os Salmos de Davi e o Evangelho de Jesus. Esses muçulmanos acreditam nos livros revelados previamente, só no sentido de admitir que, antes do Alcorão, Deus enviou outros Livros através de seus Profetas. O Alcorão é o último dos Livros Divinos enviado por Deus a toda a humanidade, e existem algumas diferenças pertinentes entre o Alcorão e os Livros anteriores. A fórmula do credo enunciado pelo Profeta Muhammad fala desses Livros, não se referindo tão somente ao Alcorão. Esta tolerância é característica nos seus ensinamentos. O Alcorão alude a esses livros em vários trechos:
“O Mensageiro crê no que foi revelado pôr seu Senhor e todos os fiéis creem em Deus, em Seus anjos, em Seus Livros e em Seus mensageiros. Nós não fazemos distinção alguma entre Seus mensageiros. Disseram: Escutamos e obedecemos. Só anelamos Tua indulgência, ó Senhor nosso! A Ti será o retorno!” (Alcorão 2:285)
“Antes de ti, havíamos enviado mensageiros; a história de alguns deles te temos relatado, e há aqueles dos quais nada te revelamos.” (Alcorão 40:78)
Fé nos Profetas e Mensageiros de Deus
Muhammad acredita em todos os Profetas de Deus, sem distinção alguma, eram notáveis propagadores do bem e exemplos a serem seguidos. Cada um deles foi escolhido por Deus para ensinar e transmitir à humanidade a Sua Mensagem. Estes eram conhecidos, como Mensageiros nacionais ou locais, com exceção de Muhammad, que foi enviado para toda a humanidade. Os Mensageiros encarregados de guiar a humanidade pelo bom caminho de Deus, sem nenhuma exceção, eram mortais, seres humanos, dotados para receber a revelações divinas e escolhidos por Deus para levarem a cabo certas tarefas. Entre eles, Muhammad, aparece como o último Mensageiro e glória suprema de todos os Profetas.
Fé na Predestinação
Para os islâmicos, Deus é Soberano em Sua criação, age de acordo com Sua Sapiência e Vontade, todo ato que procede de Deus, procede de acordo com a Sua Vontade Suprema e leis infalíveis que regem a existência. Ou seja, Deus ordenou a Seu Mensageiro, que somente Ele é o Dono da Soberania, podendo a conceder a quem Ele quiser e privar dela quem Ele quiser. Todas as coisas estão em Suas mãos e Ele distribui Suas graças da forma que Ele quer, a quem Ele quiser, sem restrição ou supervisão de alguém, pois tudo Lhe pertence e ninguém compartilha nada com Ele .
O conceito de predestinação é mencionado muitas vezes no Alcorão e, em todos os contextos, designa a lei imutável que rege os fenômenos do Universo. Tudo ocorre de acordo com as leis preestabelecidas pelo Criador, seja no cosmos como um todo, ou entre os seres humanos em particular.
“E não existe coisa alguma cujas origens não estejam em Nosso poder, e não o enviamos, senão proporcionalmente.” (Alcorão 15:49)
Fé na Ressureição e no Juízo Final
ExcluirA ressurreição é a revivificação do ser humano após a sua morte. Quem criou, modelou e harmonizou o Universo não foi outro, senão Deus. E Ele não criou em vão, nem relegou o homem a ineficácia. Se o homem tem uma missão que deve cumprir nesta vida, é indispensável que tenha um objetivo na outra vida, que só pode ser alcançado através da ressurreição. O Alcorão diz sobre isto:
“Não criamos os céus e terra e tudo quanto existe entre ambos por mero passatempo. E se quiséssemos diversão, tê-la-íamos encontrado entre as coisas próximas de Nós, se fizéssemos tal coisa.” (Alcorão 21:16-17)
O muçulmanos têm a convicção de que não há registro tão perfeito quanto o registro de Deus em relação às obras do homem. O pecado cometido pelo sábio é diferente do mesmo pecado cometido pelo ignorante,Deus conhece o objetivo e a intenção de cada pessoa, assim como as condições na qual ela nasceu e viveu. O mensageiro de Deus Muhammad, disse: “Todo servo, no Dia da Ressurreição, será perguntado sobre quatro coisas; sobre como despendeu a sua vida, como consumiu a sua mocidade, sobre a sua fortuna, como a conseguiu e em que gastou; e sobre o seu conhecimento e o que dele fez.”
A fonte que eu utilizei para formular esse texto foi o seguinte site: http://www.islambr.com.br/index.php?option=com_content&view=article&id=66&Itemid=62
Excluirhttp://www.arresala.org.br/not_vis.php?op=112&data=0&cod=1826
ResponderExcluirGente, esse é o link de um artigo que fala de como alguns representantes islâmicos aplicariam os direitos humanos. Achei válido ler, devido às discussões em sala de aula à respeito disso, mesmo que não entre nos textos finais.
Gente, vou deixar aqui minhas pesquisas, talvez ajude outros integrantes do grupo também!
ResponderExcluirOS FUNDAMENTOS DO ISLAMISMO
- As bases fundamentais da fé islâmica consistem no monoteísmo e na visão de Maomé como intermédio entre o homem e o divino. A crença em Alá como único deus e em Maomé como seu único representante é, na realidade, o princípio que guia as condutas islâmicas de qualquer espécie.
- A crença em um Deus único é seguida por total submissão e obediência, por ser o transcendente o único detentor de poder e sabedoria. Neste sentido, o islamismo não se difere das outras religiões monoteístas, como o judaísmo e o cristianismo.
“O fundamento do Islã é o conhecimento e a crença em Deus. O supremo Senhor dos Mundos, o Criador, é Allãh (Deus) e “... diz: Ele é o Deus único, o Absoluto, ser que não gerou ou foi gerado; e não há nada que se Lhe assemelhe”
(Corão CXII, 1 a 4).
“A palavra Islã é derivada da mesma raiz árabe donde se origina “paz”, “pureza”, “submissão”, “obediência”. Em seu sentido mais imediatamente religioso a palavra Islã significa submissão e obediência a Deus, à Sua Vontade e à Sua Lei”. (BARTHOLO; CAMPOS, 1990, p. 17-18)
- Entre os rituais islâmicos encontra-se a Shahad, que representa a conversão, por meio da afirmação pelo crente da unidade de Deus e a sua aceitação de Maomé como o Profeta.
- O islamismo enfatiza com especial firmeza - quando comparado às outras religiões – a intransponível distância entre Deus e os mortais. Além disso, é extremamente severo quanto à adoração de santos, imagens e espíritos. Nisto consiste o maior pecado islâmico: reconhecer em qualquer outro a força e a divindade que só existe em Alá.
A religião islâmica também não reconhece o conceito de Trindade, apesar de aceitar a existência de jins, anjos e demônios.
- Percebe-se que a vida religiosa tem influência direta na forma como os mulçumanos agem tanto em meio social quanto na vida privada. Em relação à vida em sociedade, o islamismo preza, em supremacia, a caridade. Além disso, o islamismo dita diversas regras de comportamento que se aplicam individualmente, instituindo obrigações privadas rigidamente respeitadas, como o costume das orações.
Esses fundamentos islâmicos dão origem aos cinco pilares:
1 o credo:
Nas paredes das mesquitas, encontra-se escrita a frase que fundamenta a religiosidade islâmica: "Não há outro Deus senão Alá, e Maomé é seu Profeta." Esta declaração deve ser repetida pelos fiéis do alto da torre dos templos.
2 a oração:
Os preceitos islâmicos definem horários fixos para as orações, em uma frequência de cinco vezes aos dias (alvorada, meio-dia, meio da tarde, pôr-do-sol e noite). Os fiéis são chamados para as orações por meio de um chamado vindo das minaretes das mesquitas. Sexta-feira é um dia especialmente importante para as orações.
Apesar de a oração ser uma prática religiosa recorrente e não se restringir, portanto, à fé islâmica, percebe-se certa diferença quanto à maneira em que esta é entendida. Para os islâmicos, a oração não consiste em uma forma de pedir proteção ou benefícios, mas apenas uma demonstração de submissão.
3 o jejum (swam):
ResponderExcluirSegundo as escrituras do Corão, Maomé teve sua primeira revelação no nono mês do ano lunar, mês este que recebeu o nome de Ramadã. De acordo com a tradição islâmica, é neste mês que se deve praticar o jejum, um dos cinco pilares da religião. Durante todos os dias deste mês, entre o nascer e o por do sol, é proibido beber, comer, fumar e ter relações sexuais. Apesar de ser obrigatório a todos os mulçumanos, alguns podem adiar seu cumprimento, em casos, por exemplo, de doença ou gravidez. Esta possibilidade também é existente durante a infância.
Para os islâmicos, o jejum possui grande significado por ser uma prática que exige força de vontade e que disciplina a alma. Ao viver como viveu Maomé em seu retiro, o fiel mais uma vez declara sua submissão sob as vontades divinas, demonstrando seu respeito e obediência, além de comprovar seu autodomínio físico e espiritual. Ademais, o swam tem forte significado social: é a declaração definitiva da igualdade entre islâmicos de todas as classes, o que incentiva o amor e a fraternidade.
4 a caridade:
A caridade é um dos valores mais protegidos pela cultura islâmica. Sua concretização se relaciona ao pagamento do Zakat, o imposto de esmola. Segundo o Corão, o fiel deve destinar parte de sua renda para a caridade, a fim de prezar pela igualdade e fraternidade e diminuir as diferenças sociais. Por ser vista não como um favor, mas como uma obrigação, a doação realizada normalmente ultrapassa a quantia obrigatória pelo Corão.
Segundo Jostein Gaarner, autor de “O Livro das Religiões”, o dever da doação de esmolas incentivou o surgimento do socialismo islâmico.
"Crede em Deus e em Seu Mensageiro, e fazei caridade daquilo que Ele vos fez herdar. E aqueles que, dentre vós, crerem e fizerem caridade, obterão uma grande recompensa”. (Alcorão Sagrado 57:7).
5 a peregrinação a Meca:
A cidade de Meca, na Arábia Saudita, possui especial importância para os islâmicos: é lá que se encontra a sagrada Caaba, considerada pelos mulçumanos a Casa Sagrada, criada por Deus como um local de proteção para os seres humanos.
Os preceitos islâmicos definem que todos os mulçumanos saudáveis e que disponham de recursos devem fazer, ao menos uma vez na vida, uma peregrinação à Meca. Essa peregrinação é importante para manter a unidade islâmica, além de ser uma obrigação para com Deus. Estima-se que, a cada ano, cerca de dois milhões de pessoas peregrinam a Meca.
- O Islã, igualmente às outras religiões monoteístas, prega a paz e o combate ao mal, entendendo-se por mal todas as forças que desviam os fiéis do caminho de Deus. No islamismo, este combate é representado pela jihad. De todos os fundamentos islâmicos, este é o mais polêmico, por ser confundido com a imposição violenta da fé e com o terrorismo dos grupos extremistas.
Este comentário foi removido pelo autor.
ResponderExcluirO fundamentalismo islâmico
ResponderExcluirÉ recorrente que, na cultura ocidental, o islamismo seja automaticamente associado à violência, à imposição e ao terrorismo. Entretanto, essa visão surge da falta de conhecimento, do preconceito e da dificuldade de se assumir que, mesmo nas religiões cristãs, o extremismo também existe. A realidade é que a corrente fundamentalista, inegavelmente existente no Islã, está restrita apenas a uma parcela dos fiéis. A comunidade islâmica não é, portanto, homogênea e o terrorismo não se origina de um princípio religioso, mas de uma interpretação extremista dos textos sagrados.
O centro do fundamentalismo islâmico se encontra na maneira com que este lida com o Corão. Os fundamentalistas não aceitam quaisquer formas de adaptação dos escritos sagrados à realidade, e os interpretam com rigidez extrema. Uma de suas bases principais se relaciona à deturpação do conceito de jihad: o que supostamente consistiria no fervor e empenho à causa de Deus e na proteção da fé é transformado pelos fundamentalistas em violência e perseguição.
Para os fundamentalistas, tudo se deriva do Corão. Em alguns países, este é tomado como a própria Constituição, o que causa dificuldade na separação entre religião, moral e Direito. É comum, por exemplo, que o desrespeito a princípios religiosos seja visto, também, como crime em sentido jurídico. Além disso, as próprias punições muitas vezes se originam daquelas retratadas no Livro Sagrado.
Grupos extremistas islâmicos consideram o suicídio em nome da fé como símbolo de sua redenção e submissão a Deus, o que torna a prática não apenas recorrente, mas muitas vezes obrigatória. A ideia de “morrer para disseminar a fé” tomou dimensões gigantescas e está por trás de casos conhecidos, como o atentado aos Estados Unidos ocorrido em dezembro de 2001. São acontecimentos como esse que estimulam o preconceito e a generalização com os quais os ocidentais tratam a religião e a cultura islâmica. Entretanto, as ações dos fundamentalistas constituem-se como fatos isolados que não fazem jus, portanto, à diversidade e complexidade característicos do Islamismo.
(Quis dizer setembro de 2001. Desculpem a distração.)
ResponderExcluirGente, para finalizarmos, sugiro que todos coloquem suas referências na norma da ABNT, uma vez que esse é um trabalho acadêmico. Aqui vai um site bem simples de mexer que cria a referência de acordo com as regras: http://www.more.ufsc.br/
ResponderExcluirPessoal, já que o trabalho já está praticamente pronto - apenas passando por ajustes finais -, sugiro que todos leiam o texto (que está no documento compartilhado) só para dar uma conferida mesmo!
ResponderExcluirO trabalho está quase pronto! Se alguém quiser fazer mais alguma observação entra no documento compartilhado: https://docs.google.com/document/d/1XvaCbWZFxUEQKJZQRXUFFrvgJYGINgOXuoyw6_zUWfE/edit
ResponderExcluirPessoal, o trabalho está finalizado. A Amanda perguntou se todas as fontes estão ok, e gostaria de ter certeza de que não está faltando nenhuma. No mais, acredito que fizemos um ótimo trabalho!
ResponderExcluirPara finalizar, gostaria de incluir um comentário referente às discussões anteriores sobre a politização do cristianismo. Como o assunto demandava uma análise mais aprofundada, decidimos não abordá-lo no texto final do trabalho. Por isso, segue o texto:
ResponderExcluir"No entanto, cabe aqui uma crítica a essa proposta inicial de despolitização da religião cristã. Ao longo da construção histórica Ocidental, a fé foi utilizada como justificativa e como base para legitimar diversos tipos de regimes políticos. Durante a Idade Média, com a grande prerrogativa exercida pelo clero, havia uma dominação da Igreja Católica sobre a vida dos indivíduos. Além disso, é inegável a forte influência do cristianismo no período do Estado Moderno, uma vez que diversos teóricos justificam o absolutismo com base em teorias de Direito Divino dos Reis, isto é, afirmando que o poder político foi concedido aos reis diretamente pelo Criador. No que concerne a esse aspecto, podemos ainda ressaltar a forte influência que a fé exerce sobre o Estado ainda nos dias de hoje. Uma vez que os valores morais e éticos ocidentais se pautam no cristianismo, os ordenamentos jurídicos, as legislações a as diversas formas de governo contemporâneas são um resultado dessa construção histórica."